Dez anos de GCP e você ainda precisa redescobrir onde colocaram as configurações. Isso não é curva de aprendizado, é produto mal pensado.
O ponto que você levantou sobre a filosofia dos dois é o mais honesto que já vi nessa discussão. A AWS tem o vício de acumular produtos (hoje são mais de 200 serviços com sobreposição absurda), mas pelo menos o que você configurou ano passado ainda está onde você deixou. O GCP reorganiza a console com uma frequência que parece intencional para te fazer sentir que está sempre começando do zero.
O exemplo da porta liberada é perfeito. Na AWS você abre o security group, adiciona a regra de inbound, acabou. No GCP você literalmente precisa entender a hierarquia de rede do projeto antes de fazer qualquer coisa. Para quem não cresceu dentro da infraestrutura do Google, é contraintuitivo de um jeito que frustra.
Nos projetos em que você tinha liberdade de escolha, chegou a migrar para AWS ou ficou no GCP por conta de algum serviço específico que não tinha equivalente? BigQuery e Vertex AI são os dois que mais ouço como "motivo para aguentar o resto do GCP".