O que aprendi tentando convencer instituições de saúde a usar uma plataforma que eu construí
Quando lancei o BloodLink, imaginei que hemocentros e hospitais veriam valor imediato. Plataforma gratuita, resolve um problema real, fácil de usar.
A realidade foi mais complicada.
O que eu não entendi no começo
Instituições de saúde não tomam decisões rápidas sobre tecnologia. Não porque são lentas por preguiça, mas porque têm razões reais para ser cautelosas. Dados de pacientes, processos regulatórios, responsabilidade sobre informações médicas.
Adotar uma plataforma externa construída por um desenvolvedor desconhecido exige responder perguntas que eu não tinha pensado: quem é responsável se a plataforma ficar fora do ar durante uma emergência? Como os dados são armazenados? Existe contrato de nível de serviço?
O que funcionou melhor
Abordar famílias e pacientes em vez de instituições. Uma família que precisa de doador não tem burocracia para aprovar. Se a plataforma resolver o problema dela, ela usa.
Instituições são o longo prazo. Usuários individuais são o agora.
O que ainda não funciona
Convencer um hemocentro a mudar o fluxo que já usa, mesmo que ineficiente, é um problema de vendas institucionais que eu não sei resolver ainda. Exige relacionamento, tempo e provavelmente uma versão do produto diferente do que tenho hoje.
Estou aprendendo isso na prática. Mais devagar do que gostaria.