O que eu faria diferente se começasse o BloodLink hoje
O projeto tem alguns meses. Suficiente para olhar para trás com distância.
Teria validado antes de construir
Comecei desenvolvendo. Defini o problema, achei que fazia sentido e fui para o código. Só fui conversar com pessoas reais do setor depois de ter a plataforma funcionando.
Teria sido mais útil fazer o caminho inverso: falar com cinco pessoas que trabalham em hemocentros ou hospitais antes de escrever uma linha. Não para pedir permissão, mas para entender onde o problema dói de verdade.
Teria escolhido um escopo menor para o MVP
O BloodLink lançou com criação de campanhas, candidatura de doadores, notificações, geração de imagens para redes sociais e painel administrativo. Tudo funcionando.
O núcleo real é: criar campanha e encontrar doador. O resto poderia ter vindo depois, quando eu soubesse que as pessoas usavam o núcleo.
Não teria implementado JWT do zero no primeiro dia
Implementar autenticação customizada foi uma boa decisão técnica no longo prazo. Mas consumiu tempo que poderia ter ido para o produto. Teria usado algo pronto no começo e migrado depois se necessário.
O que não mudaria
A stack. Next.js com PostgreSQL e Drizzle na Vercel foi a escolha certa para um projeto solo. Sem atrito operacional, deploy simples, custo zero no início.
E não me arrependeria de ter construído. Mesmo com os erros, o projeto existe e funciona. Isso vale mais do que o plano perfeito que nunca saiu do papel.