Por que vou abrir o código do BloodLink (e o que estou esperando para fazer isso)
Desde o lançamento tenho recebido a mesma pergunta: vai abrir o código?
A resposta curta é sim. A resposta mais honesta é: ainda não, e vou explicar por quê.
O que me segura
O código tem partes que funcionam mas que eu não me orgulho. Decisões tomadas rápido que resolveram o problema mas que eu refaria hoje. Abrir um repositório é diferente de mostrar um produto: o produto você mostra o resultado, o repositório você mostra o processo.
Também tem a questão de manutenção. Projeto open source com issues abertas, pull requests de desconhecidos, perguntas sobre setup. Isso é trabalho real que precisa de disponibilidade.
O que eu quero resolver antes
Limpar a autenticação. Documentar as decisões de arquitetura no código, não só na minha cabeça. Garantir que alguém consegue rodar localmente sem me perguntar nada.
Não é perfeccionismo. É respeito pelo tempo de quem vai usar o repositório.
Por que vai acontecer
O BloodLink resolve um problema de saúde pública. Faz mais sentido que outras pessoas possam adaptar, melhorar e rodar em outros contextos do que ficar fechado.
Alguém pode querer rodar uma versão para um estado específico, integrar com sistemas de hemocentros locais ou adaptar para outro país. Código fechado impede isso.
Vou abrir quando estiver pronto para receber contribuição de verdade. Não tenho data, mas é um compromisso.