Da mesma forma que o @Silva97, fiquei meio abismado com essa postagem. E isso só reforçou a percepção das bolhas nas quais estou inserido. Sendo minha esposa uma ávida leitora, sempre estive em um ambiente em que o hábito de leitura é algo comum.
Mesmo eu, quando jovem, lia bastante, tendo ficado um pouco afastado da leitura devido a questões profissionais e por outras formas de entretenimento.
Contudo, nunca tive essa percepção de que leitura era algo "da velha guarda".
Acho que a leitura é uma forma de entretenimento como qualquer outra, que podemos usar as redes sociais para engajar, e acharmos o nosso próximo livro para consumir. Ao tempo que, quando retornei com o hábito, uma rápida busca nas redes sociais, já me deparei com diversos influenciadores especializados em literatura, com análises, recomendações, listas, tretas, etc. Um ambiente muito similar com o nicho de games, que é meu principal entretenimento.
Quando falamos especificamente de clubes de livros, me deparei com vários, a maioria deles gratuitos e muitos outros como recompensa por contribuir com assinatura do canal/patreon da vida. Da mesma forma que achei alguns cursos, focados em escrita e literatura, que abarcam desde aspirantes a escritores a mestres de RPG de mesa.
Apesar de tudo, infelizmente em certo ponto concordo com o discurso do "hype" apontado pelo @josehypado, creio que esse ultimo boom, sobre clube de livros, foi devido ao caso do jogador do Atlético Mineiro, Gustavo Scarpa, que compartilhou os livros que lê recentemente em suas redes, e inspirou a torcida do clube em questão a montar um clube do livro. Ao mesmo tempo que acho muito benéfico o exemplo do jogador, o efeito hype "fogo de palha" das redes sociais pode se extinguir tão rápido como começou. Ainda assim acredito que se ao menos 1% das pessoas que foram pegas pelo hype seguirem lendo já estamos em um cenário melhor.