Sempre que o seu LLM falhar, volte às bases
Eu sou bastante cético em relação ao gatekeeping dos fundamentos.
Mas, se tem uma coisa que estudar matemática me ensinou, é o seguinte:
quando você se depara com um problema aparentemente sem saída, uma das melhores alternativas é voltar ao básico.
O que eu quero dizer com isso?
Antes de tudo: sempre existe uma definição.
Você não sai do lugar sem definir algo.
Esse é um princípio básico do raciocínio humano: observamos, categorizamos, definimos — e só então expandimos.
Então, se você está travado em um problema, tente entender quais definições sustentam o contexto dele.
Ficou abstrato? Vamos a um exemplo prático.
Essa semana rodei um SQL e ele retornou erro.
Abri o Claude, colei o SQL e a mensagem de erro.
A resposta foi: problema com caracteres especiais no texto sendo inserido. O Claude recriou todo o SQL.
Executei o SQL “corrigido”.
Mesmo erro.
Ao invés de voltar direto ao LLM, resolvi ler o erro com atenção.
Ele mencionava uma tabela específica e uma constraint.
Então voltei ao básico:
O que é uma constraint?
Como listar as constraints de uma tabela?
Como essa constraint específica está definida?
Seguindo esse caminho, encontrei a definição da constraint e a passei para o Claude (editando a mensagem anterior — isso é importante tanto para economizar tokens quanto para manter contexto; anexar arquivos ao projeto também ajuda bastante).
Resultado: o Claude encontrou o problema rapidamente.
A constraint limitava os valores possíveis de uma coluna.
Algo como: só permite “maçã” e “uva”.
O script estava tentando inserir “abacate”.
A solução? Redefinir a constraint.
Moral da história:
às vezes, quando não conseguimos resolver um problema — nem com a ajuda de um LLM — a resposta está simplesmente em voltar às bases.
Espero que essa dica te ajude.