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Como saber se o time que te venderam é o time que vai escrever seu código

Semana passada um amigo founder me mostrou duas coisas lado a lado: o deck com que uma agência ganhou o contrato dele (sete nomes sêniores, cases bonitos) e o git blame do produto dez meses depois. 82% dos commits eram de dois logins que ele nunca tinha visto numa call.

Não é fraude, é como venda de serviço funciona: você põe os melhores na sala pra fechar, e depois eles vão pro próximo pitch. O problema é quando ninguém confere se o elenco do trailer é o elenco do filme.

Juntei o check que uso pra não cair nisso — serve pra qualquer fornecedor, dentro ou fora do país:

  1. Nomes no contrato, não no slide. Peça nome e senioridade de cada pessoa por escrito. "Time de especialistas" é adjetivo, não composição.
  2. Acesso ao repositório no dia 1. Nas primeiras semanas, olhe quem realmente commita.
  3. git log --format='%an' | sort | uniq -c | sort -rn te dá em segundos a distribuição de autoria. Dois nomes concentrando tudo num time "de cinco sêniores" é sinal amarelo.
  4. Reference check de verdade: fale com um cliente ATUAL do fornecedor, não com o logo no case. 20 minutos com quem está no meio de um contrato valem mais que qualquer PDF.
  5. PR gigante aprovado em 2 minutos no histórico = revisão que não aconteceu.

O custo de não conferir não aparece na fatura: aparece como retrabalho seis meses depois. No caso do meu amigo, deu perto de R$190 mil só nos primeiros dez meses.

Versão completa no blog: https://revin.com.br/pt/blog/o-time-que-te-venderam-nao-e-o-time-que-vai-entregar

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