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Adeus as buscas do Google

Imagine que você esteja com vontade de comer lasanha. Onde encontra uma receita? Na internet, é claro.

Antigamente, ao digitar “ideias de receitas de lasanha” no Google, você tomava contato com uma infinidade de blogs de culinária, cada um com sua própria história: a variação da família da avó, fotos passo a passo dos ingredientes dispostos sobre uma mesa de madeira, vídeos mostrando a técnica e uma longa seção de comentários onde os leitores debatiam substituições ou compartilhavam seus próprios ajustes.

Clicar nesses links não apenas fornecia instruções; também apoiava o blogueiro por meio de anúncios, links afiliados para utensílios de cozinha ou uma assinatura de um boletim informativo semanal. Esse ecossistema sustentava uma cultura de experimentação, diálogo e descoberta.

Foi há uma década, mas não é mais agora. A mesma busca no Google agora pode gerar uma “Visão Geral de IA” bem elaborada, uma receita sintetizada desprovida de voz, memória e comunidade, entregue sem que o usuário precise visitar o site do criador. Sem que você se dê conta, anos de trabalho — incluindo o texto, as fotos e o desenho da página — podem já ter sido usados para treinar ou refinar o modelo de IA.

E agora o que será de toda essa época sustentável?

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