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Entrevistas técnicas estão quebradas. Eu construí uma ferramenta que prova isso.

A reprovação que mudou minha perspectiva

Fui reprovado numa entrevista porque demorei para reverter uma string. Em outra, porque atrasei para fazer o marshal de um JSON em Go. E numa terceira? Porque demorei para abrir a IDE — precisava fechar coisas confidenciais da empresa onde trabalhava.

Três reprovações. Nenhuma media minha capacidade real de resolver problemas ou entregar software.


O padrão que ninguém fala

A maioria dos desenvolvedores em processo seletivo já trabalha em outra empresa. Está acostumado com as regras de negócio daquele contexto — o que significa usar um subconjunto pequeno dos recursos de uma linguagem.

Mesmo em carreiras longas, você não usa tudo. E o que não usa, esquece.

Aí chega a entrevista: te perguntam sobre hoisting, closures, ou aquele pattern que você viu há 3 anos. Se não responder rápido, está fora.

Isso não mede competência. Mede memória de curto prazo.


Os melhores não são os que decoram mais

Os melhores desenvolvedores da sua empresa são como os melhores jogadores do seu time: quem entrega mais é quem tem mais vontade, não quem tem mais certificações.

O caso mais famoso? Max Howell, criador do Homebrew, foi rejeitado pelo Google porque não conseguiu inverter uma árvore binária na entrevista.

Se você pesquisar no X por "failed tech interview" ou "interview rejection", vai encontrar milhares de relatos parecidos.


A era da AI mudou o jogo

Com a inteligência artificial, qualquer pessoa pode acessar respostas técnicas em segundos. O que antes exigia memorização agora exige apenas saber fazer a pergunta certa.

O InterviewCoder, criado por Roy Lee e Neel Shanmugam, foi a primeira ferramenta a explorar isso — oferecendo "colas" em tempo real durante entrevistas. O Fireship fez um vídeo sobre o caso que viralizou.

Se uma ferramenta de $60 consegue passar nas entrevistas das empresas mais difíceis do mundo, o que isso diz sobre o processo?


Eu construí minha própria ferramenta

Depois de ver o InterviewCoder, pensei: por que não criar a minha? Aprender com o processo e não depender de uma ferramenta paga.

Nasceu o StealthBrowser: um navegador invisível para ferramentas de compartilhamento de tela no macOS.

A primeira versão era uma WebView em janela anônima. Funcionou — até eu esbarrar no CoderPad, que detectava quando você tirava o foco da página.

A solução veio da classe NSPopover do macOS. Como o popover não tira o foco da janela principal, a página de entrevista não detecta que você interagiu com outra coisa.

Agora você pode consultar qualquer coisa na internet, printar a tela silenciosamente, colar conteúdo e pedir ajuda a qualquer LLM — tudo invisível.


O resultado

Desde o lançamento do StealthBrowser, usuários relataram ter recebido ofertas de empresas que antes os rejeitavam.

Eles viraram gênios da computação? Não. O sistema de contratação que está quebrado — e eles só encontraram uma forma de jogar pelas mesmas regras.

Se uma ferramenta invisível transforma candidatos "medianos" em "aprovados", o problema está nos candidatos ou no processo?

Eu já tenho minha resposta. E você?


🔗 Se ficou curioso, a ferramenta tá aqui: stealthbrowser.app/downloads


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Entendo o ponto. O foco do texto é realmente a crítica ao processo de entrevistas — a ferramenta surgiu como consequência dessa frustração. Mas concordo que o pitch no final pode ter quebrado o tom. Ajustei o texto para manter a coerência, e obrigado pelo feedback.