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Muito bem escrito. Eu só queria adicionar um outro impacto: o prolongamento desnecessário do escopo. Porque muitos veem o escopo como algo que é limitado pelo tempo necessário para implementá-lo ou pela quantidade de mão-de-obra necessária. Mas com LLMs e vibe coding, a tendência é o escopo ser prolongado, já que é bem mais fácil agora gerar código adoidado.

Isso vai sobrecarregar ainda mais o dev. Não pelo trabalho extra em implementar mais coisas para o usuário, já que o code-replicator gera tudo rapidinho, mas pelo aumento da complexidade em manter o código depois que estiver pronto. Será necessário então fazer uso de outras ferramentas, provavelmente LLMs, para ajudar a resolver bugs ou entender o que tal código em tal parte do sistema está fazendo.

Se não cuidar, pode evoluir para aquele quadro clínico em que uma pessoa enferma precisa tomar 4 remédios, e então precisa adicionar outros 2 remédios para combater os efeitos colaterais dos anteriores.

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Exatamente!

Será necessário então fazer uso de outras ferramentas, provavelmente LLMs

Esse ponto eu não consegui colocar no texto, mas é um dos que mais me preocupa! Não parece existir incentivo financeiro nenhum para resolver esse problema.

Quanto mais volume, mais você precisa delas para tentar fazer algum sentido daquilo depois.

Quanto mais volume, a quantidade de tokens aumenta fazendo você pagar mais caro.

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Esse "mais você precisa delas" que tu mencionou é a principal estratégia das empresas por trás dos LLMs, porque pelo que entendi o valor que hoje é cobrado é subsidiado. Muitas estão operando no prejuízo, mas o foco é no crescimento orgânico. A ideia é atrair o máximo de usuários, encurralar pela dependência, e depois cobrar o máximo.

O Uber tá fazendo isso agora no Brasil, aumentando cada vez mais o valor das corridas. Até já foram alertados por prefeituras onde atuam:

SP: https://exame.com/brasil/procon-de-sp-notifica-uber-e-99-por-precos-abusivos/

RJ: https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2025/12/7180979-procon-rj-cobra-explicacoes-da-uber-e-da-99-por-aumento-nas-tarifas-em-dezembro.html