Excelente reflexão! Além do lock-in de infraestrutura tradicional, o maior risco atual é o lock-in cognitivo e de contexto.
O ativo mais valioso de um software não é apenas o código gerado, mas o histórico de decisões arquiteturais, regras de negócio e hipóteses já descartadas. Se todo esse contexto fica preso no canvas de uma plataforma ou numa thread de chat que pode sumir, você perde a capacidade de continuar evoluindo o projeto.
O verdadeiro plano de saída é tratar a IA estritamente como processamento sem estado (stateless compute) e manter 100% da memória canônica (ADRs, requisitos e decisões) em arquivos de texto puro versionados no Git. Assim, se a plataforma fechar ou você quiser trocar de modelo, o blueprint do projeto continua seu.
Esse teste de reconstrução deveria ser critério obrigatório de qualquer projeto assistido por IA. Parabéns pelo post!
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