Faz todo sentido o seu questionamento! E no fundo a premissa do projeto parte exatamente desse princípio: a base de tudo continua sendo a boa engenharia tradicional de 50 anos atrás (ADRs, requisitos claros e invariantes de negócio).
Tanto que a pasta .ai-context não tem nada de formato proprietário ou mirabolante: são literalmente arquivos Markdown comuns (decisions/DEC-001.md, requirements.md, glossary.md) que qualquer humano lê, revisa e edita direto no VS Code.
A questão é que programar no dia a dia com IAs trouxe duas fricções práticas novas que a engenharia clássica não precisava resolver antes:
O limite e o custo da janela de contexto: se você jogar a documentação inteira do projeto num chat toda vez que for codar, você queima 20k ou 30k tokens à toa e a IA sofre com perda de atenção no meio do texto. A CLI só existe para inspecionar o repositório e montar um pacote enxuto com apenas o que está ativo (~400 tokens) para a sessão atual.
A fricção de manter a documentação viva: no ritmo acelerado de codar com IA, quase ninguém para a cada meia hora para criar manualmente um novo arquivo de ADR, checar numeração e formatar markdown. O PactX só automatiza a proposta e a escrita atômica no Git para garantir que o time realmente mantenha essas decisões registradas, em vez de deixar a documentação virar arquivo morto que ninguém atualiza.
Ou seja: a ferramenta não tenta inventar uma teoria nova de engenharia, ela só automatiza o trabalho braçal para que o feijão com arroz seja praticado de verdade sem atrito. Valeu pelo contraponto!
Respondendo a "Será que o problema aí é a IA ou a falta de eng..." dentro da publicação A IA não tem memória fraca, você que está usando o chat como banco de dados
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