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O produto certo. O mercado errado.

Se alguém tivesse nos dito quatro anos atrás que um “simples sistema de ponto eletrônico” acabaria se transformando em centenas de milhares de linhas de código, algoritmos de reconhecimento facial, assinaturas digitais, integrações enterprise internacionais e um dos projetos mais complexos que já construímos… provavelmente não acreditaríamos.

E menos ainda se tivessem dito que, depois de toda essa jornada, chegaríamos muito próximos de uma plataforma SaaS extremamente valiosa, tecnicamente validada e pronta para escalar — mas ainda precisando das pessoas certas para concluir a última parte do caminho.

Na época, parecia simples.

Funcionário entra.
Funcionário sai.
Registra o horário.

Pronto.

Mas bastou começarmos a mergulhar no problema para perceber que controlar jornada de trabalho de forma realmente válida, segura e aderente à legislação brasileira é absurdamente mais complexo do que aparenta.

Especialmente quando você decide fazer isso de verdade.

Foi assim que, quase sem perceber, passamos os últimos quatro anos construindo uma plataforma completa de REP-P aderente à Portaria 671, envolvendo:

  • aplicativos mobile;
  • modo quiosque;
  • reconhecimento facial;
  • sincronização offline;
  • mecanismos antifraude;
  • geolocalização;
  • assinatura digital;
  • geração de AFD;
  • trilha transacional auditável;
  • integrações com SAP e Workforce;
  • além de toda a camada jurídica, operacional e transacional necessária para um sistema de ponto realmente válido no Brasil.

O que parecia “só um app de bater ponto” virou um ecossistema com mais de 200 mil linhas de código, envolvendo múltiplos aplicativos, backend, frontend administrativo, módulos independentes e componentes de alta performance desenvolvidos inclusive em C++ para processamento, performance e redes neurais.

E o produto funciona.

Hoje já temos operação validada em produção, incluindo cliente no México ligado a uma subsidiária de uma grande empresa brasileira do setor de proteína, além de negociações com uma montadora na Argentina.

Mas ao longo do caminho descobrimos algo inesperado:
talvez o maior desafio nunca tenha sido técnico.

Foi comercial.

O projeto nasceu naturalmente dentro do mundo enterprise. Meu sócio atua há muitos anos com SAP RH, então seguimos o caminho que parecia mais lógico: grandes empresas, integrações corporativas e ambientes complexos.

Só que existe um problema nesse mercado.

A cadeia de consultorias, implantação, suporte, integrações e canais corporativos consome praticamente toda a margem. Em muitos casos, grandes empresas esperam pagar menos de R$ 1 por colaborador.

Enquanto isso, pequenas e médias empresas — que possuem obrigação legal de controle de jornada — pagam múltiplas vezes esse valor por soluções similares.

Foi nesse momento que percebemos que talvez tivéssemos construído o produto certo… para o canal errado.

Hoje temos 100% da camada crítica de REP-P implementada e validada em produção.

O que ainda falta, para o mercado de SMB, está concentrado principalmente na camada nativa de tratamento de ponto e geração do AEJ — algo que nunca priorizamos porque nossos clientes enterprise já utilizavam sistemas externos para essa parte.

Tecnicamente, estimamos que mais de 85% da plataforma completa já esteja construída.

E acreditamos que justamente os 15% restantes representam a maior oportunidade de crescimento.

O Brasil possui milhões de empresas obrigadas legalmente a controlar jornada, empregando mais de 60 milhões de colaboradores que dependem diariamente de sistemas de ponto eletrônico.

Ao mesmo tempo, percebemos que a barreira de entrada real é muito maior do que aparenta.

Conformidade jurídica, antifraude, biometria facial, segurança transacional, assinaturas digitais, auditoria, Portaria 671, sincronização offline e integrações corporativas criam um nível de complexidade que dificilmente pode ser reproduzido rapidamente apenas com IA, no-code ou “vibe coding”.

Depois de quatro anos de desenvolvimento intenso, temos clareza de que o desafio principal deixou de ser provar a viabilidade técnica.

A engenharia já foi provada.

O desafio agora é transformar uma plataforma enterprise validada em uma operação SaaS escalável para SMB.

E é justamente por isso que hoje não buscamos apenas investimento financeiro.

Estamos procurando pessoas que consigam complementar aquilo que ainda falta:

  • experiência real em comercialização SaaS B2B;
  • distribuição e go-to-market;
  • operação em SMB;
  • crescimento comercial;
  • e reforço técnico para acelerar a conclusão da camada restante da plataforma.

Porque talvez estejamos muito mais próximos de construir uma empresa escalável do que imaginávamos quando tudo começou.

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