3

Pitch: Depois de anos de trabalho, quero compartilhar a Asking — e o que queremos construir com ela

Fala, pessoal! Sou o William, desenvolvedor há cerca de 13 anos, e queria compartilhar um projeto em que venho trabalhando há anos: a Asking.

A forma mais rápida de explicar a proposta é chamar de “Intercom brasileiro”. Mas, no fundo, a gente sempre quis construir algo muito maior.

Queremos aproximar o atendimento ao cliente, a comunicação interna e a operação da empresa. Fazer com que uma conversa chegue a quem pode resolver, acompanhada do histórico e das informações necessárias. Que a equipe consiga conversar, consultar um pedido e dar continuidade ao atendimento sem precisar reconstruir o contexto em várias ferramentas.

É uma ambição grande, eu sei. Ainda temos bastante coisa para construir, mas o que já está tomando forma dá vontade de continuar.

Quero apresentar o produto aqui e também dividir um pouco dos bastidores com quem desenvolve, mantém integrações ou está tentando tirar um projeto próprio do papel.

A ideia cabe em uma frase. A implementação, nem tanto.

“Vamos reunir as conversas da empresa em um lugar só.”

Quando você começa a abrir essa frase, aparecem autenticação, permissões, webhooks, filas, anexos, áudio, notificações, histórico e particularidades de cada plataforma.

O cliente chama pelo WhatsApp, depois manda um e-mail. Outra pessoa assume o atendimento. Alguém precisa consultar o pedido e tirar uma dúvida com a equipe. Tudo isso precisa funcionar sem obrigar o cliente a contar a história de novo.

Hoje, o projeto reúne canais e integrações com:

  • WhatsApp, Facebook Messenger e Instagram;
  • Telegram;
  • E-mail, incluindo conexão com Gmail e Outlook;
  • Widget de chat para sites;
  • Shopify e Mercado Livre, aproximando informações do comércio eletrônico do atendimento;
  • TikTok, ainda em beta e sujeito às restrições de disponibilidade da plataforma.

Também temos um chat interno, com salas e mensagens diretas, para a comunicação da equipe.

Essa parte é importante para a visão do produto: muitas vezes, resolver um atendimento depende de falar com alguém do financeiro, das vendas ou da operação. Queremos que essa colaboração faça parte da experiência.

O trabalho que não aparece na demonstração

Uma das coisas mais trabalhosas desse tipo de projeto é lidar com o que acontece fora do fluxo ideal.

Um exemplo concreto: a Meta pode entregar o mesmo webhook mais de uma vez. Se dois workers processarem o evento simultaneamente, uma mensagem pode acabar aparecendo duplicada.

Na Asking, esse processamento envolve um lock atômico no Redis, com expiração e controle de propriedade. É o tipo de detalhe que passa despercebido na interface, mas importa bastante para quem depende dela para trabalhar.

E esse é só um exemplo. Tem renovação de tokens, permissões diferentes entre plataformas, processamento de mídia, tarefas em segundo plano e sincronização em tempo real.

Ao longo do caminho, também existe o trabalho de repensar telas e decisões. Uma funcionalidade pode funcionar tecnicamente e ainda ser confusa para quem usa. Conforme o produto cresce, manter uma experiência consistente exige revisitar bastante coisa.

Para mim, uma das partes mais difíceis é equilibrar essas duas vontades: construir o que vem depois e cuidar bem do que já existe.

Para quem gosta de olhar debaixo do capô

Hoje, a stack inclui:

  • Ruby on Rails no backend principal;
  • Vue 3, Vite e Tailwind CSS na aplicação de atendimento;
  • React e TypeScript na landing e no frontend do chat interno;
  • Go no backend do chat interno;
  • PostgreSQL e Redis;
  • Sidekiq para processamento em segundo plano;
  • WebSockets, Action Cable e AnyCable na estrutura de tempo real;
  • Docker Compose e pnpm workspaces no ambiente e na organização do monorepo;
  • RSpec, Vitest e Playwright nas diferentes camadas de testes.

Sobre essas bases, estamos desenvolvendo integrações, adaptando fluxos e trabalhando para que as partes funcionem juntas como um produto coerente. Essa combinação traz seus próprios desafios de autenticação, navegação, manutenção e experiência de uso.

O que vem agora

A partir de outubro, a Asking vai adotar o modelo freemium.

Queremos facilitar a entrada de quem está começando e colocar o produto nas mãos de mais pessoas. Precisamos entender o que ajuda na rotina, onde ainda existe atrito e quais problemas merecem ser resolvidos primeiro.

Quando falo que queremos ir além de um “Intercom brasileiro”, é sobre essa direção: construir uma ferramenta que participe de mais etapas do trabalho, conectando o atendimento à colaboração da equipe e às informações da operação.

Não está tudo pronto. Mas já temos uma base concreta, anos de trabalho investidos e muita vontade de fazer isso crescer. Acredito que vamos conseguir entregar muito mais — construindo por etapas e ouvindo quem está usando.

Se quiserem conhecer, o site é asking.com.br.

Feedback sincero é muito bem-vindo: o que ficou confuso, o que vocês sentem falta ou o que precisaria melhorar para fazer sentido na empresa de vocês.

E deixo um pedido de apoio: se conhecerem alguém que sofre com atendimento espalhado entre WhatsApp, redes sociais e e-mail, compartilhar a Asking já ajuda bastante. Fazer esse trabalho chegar às pessoas certas também é um desafio para quem passa boa parte do tempo construindo.

Para quem vive isso no dia a dia: em que momento o contexto mais se perde — na troca de canal, na passagem entre atendentes ou quando é preciso envolver outra área da empresa?

Carregando publicação patrocinada...