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Você não precisa criar o próximo software. Precisa criar o próximo serviço.

Você passou semanas criando seu app com Lovable, Cursor ou Bolt. Ficou bonito. Funciona (mais ou menos). Colocou no ar.

E aí... nada. Zero vendas. Ou pior: você descobre que existem 15 ferramentas fazendo a mesma coisa, e 3 delas são de graça.

Se isso te aconteceu (ou tá acontecendo), não é culpa sua. O problema é o modelo.

O que aconteceu com o SaaS?

SaaS é aquele modelo onde você cria um software e cobra uma assinatura mensal. Tipo Netflix, mas pra ferramentas de trabalho. Foi o modelo dominante de 2010 até 2024. Muita gente ficou rica com isso.

Mas a era dourada acabou. Três coisas mudaram:

1. IA tornou código praticamente grátis.
Qualquer pessoa com acesso ao Cursor ou Lovable cria uma ferramenta em dias. O que antes levava meses e custava R$50K pra desenvolver, agora custa um café e uma tarde. Resultado: pra qualquer problema que você pensar, já existem 10 soluções.

2. Ninguém mais quer pagar pra usar ferramenta.
O modelo antigo: você aluga o martelo por R$49/mês e bate o prego sozinho. O modelo novo: alguém bate o prego pra você e cobra pelo resultado. Quem quer pagar pelo martelo quando pode pagar pelo prego batido?

3. Software virou descartável.
Se criar é tão rápido, por que ficar preso num fornecedor? A empresa usa a ferramenta por 2 semanas, descarta e manda a IA fazer outra. O "aprisionamento" do assinante sumiu.

O que substituiu o SaaS?

Chama-se Service-as-a-Software. A ideia é simples mas muda tudo:

Em vez de vender uma ferramenta que ajuda alguém a fazer um trabalho, você vende o trabalho feito.

Exemplos concretos:

  • Antes (SaaS): Você vende uma ferramenta de SEO por R$49/mês. O cliente precisa entrar, pesquisar palavras-chave, analisar concorrência, escrever os textos.
  • Depois (Service): Você vende "5 artigos otimizados por mês" por R$500/mês. O cliente não faz nada. Seu agente de IA pesquisa, escreve, formata e publica.

A diferença? No SaaS, você aluga a ferramenta. No Service-as-a-Software, você vende o resultado. E o cliente paga mais porque recebe mais.

"Tá, mas como isso me afeta?"

Se você tá usando vibe coding pra criar "o próximo app", pare e pense:

  1. Tem alguém já fazendo isso de graça? Em 2026, a resposta é quase sempre sim.
  2. Você vai competir com Google/Microsoft? Eles estão colocando IA de graça em tudo que já têm.
  3. O problema que você resolve realmente precisa de um app? Ou precisa de um resultado?

A pergunta certa não é "qual app eu crio?". É "qual trabalho caro eu automatizo?"

A nova oportunidade pra quem sabe vibe coding

Se você sabe usar Cursor, Lovable, ou qualquer ferramenta de IA pra criar software, você tem uma habilidade valiosa. Mas o valor não tá em criar apps pra vender. Tá em criar agentes que fazem trabalho.

Pensa assim: existem milhares de serviços B2B (business to business) que custam caro porque dependem de trabalho humano repetitivo.

  • Agências de conteúdo cobram R$3.000-8.000/mês
  • Contadores cobram R$500-2.000/mês pra classificar transações
  • SDRs (prospectores de vendas) custam R$3.000-5.000/mês cada
  • Escritórios de advocacia cobram R$300-800/hora pra análise de contratos

A maioria desse trabalho é repetitivo. Um agente de IA bem treinado faz por uma fração do custo. E o cliente paga feliz porque recebe o resultado.

Sua margem? 90%. Seus "funcionários" são código. Não pedem aumento, não faltam, não tiram férias.

O filtro novo

Antes de criar qualquer coisa, passe pela pergunta:

"Existe um serviço humano que custa caro, é repetitivo, e um agente de IA consegue fazer por 1/10 do preço?"

Se a resposta for sim, você tem uma oportunidade real. Se a resposta for "vou criar um app que...", provavelmente vai competir com 15 alternativas grátis.

E os apps que você já criou?

Não precisa jogar fora. Eles podem virar a infraestrutura invisível do seu serviço. O cliente não vê (e nem quer ver) o software. Ele só quer o resultado.

O app que você criou com Lovable pode ser a engine por trás de um serviço que cobra 10x mais do que uma assinatura SaaS.

O resumo

  • SaaS morreu (pelo menos o modelo "crie uma ferramenta, cobre assinatura")
  • Service-as-a-Software é o novo modelo: venda resultados, não ferramentas
  • Vibe coding ainda é valioso, mas o alvo mudou: criar agentes que fazem trabalho, não apps que os outros usam
  • A pergunta certa: "Qual trabalho caro eu automatizo?", não "Qual app eu crio?"

O dinheiro não sumiu. Só mudou de lugar. De "alugue minha ferramenta" pra "pague pelo meu resultado."


Esse é o maior shift que eu vi no mercado tech desde que comecei a trabalhar com produto, há 15 anos. Se você tá começando agora com vibe coding, está no lugar certo e no momento certo. Só precisa olhar pra direção certa.

Post original: blog.zilvo.app

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Service-as-a-Software é o novo modelo: venda resultados, não ferramentas

Mas esse sempre foi o sentido de pagar por um software como serviço

O principal motivo de praticamente ninguém pagar por SaaS especialmente na era do vibe coding é que não são software como serviço, mas planilhas e quadros kanban como serviço, ou seja coisa que qualquer bloco de papel faz

A Ideia de um SaaS é que ele é um software, onde o cliente entra com os dados e ele cospe os resultados, ou seja um modelo de empresa de prestação automatizada de serviços, esse modelo que você propôs é irreal, por n motivos:

Agências de conteúdo cobram R$3.000-8.000/mês

Detalhe: conteúdo de qualidade "vendivel" e não algo que possa ser gerado por IA são conteúdos que precisam de pelo menos uma semana fazendo, precisa de fonte de referência, de revisão... A maioria que vai pagar mais de 2000 por vezes você passaria 1 mês produzindo um único conteúdo

Contadores cobram R$500-2.000/mês pra classificar transações

Contadores não cobram por isso, isso e é relativamente trivial, o que eles cobram é pela assinatura deles, se você não ter CRC nem tenta

SDRs (prospectores de vendas) custam R$3.000-5.000/mês cada

É outra coisa que não dá pra fazer com IA, leva meses pra entregar o resultado e da lista é o que mais tem necessidade de intervenção humana além de depender de equipes

Escritórios de advocacia cobram R$300-800/hora pra análise de contratos

Tenta fazer esse tipo de serviço sem registro na OAB.. primeiro erro de análise e você roda feio