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Pitch: Fiz um SaaS em 74 horas de vibe coding, 2k impressões/dia no Google e zero usuários

Construí o NomeJuntos em 82 dias corridos — mas 74 horas de trabalho real distribuídas em 31 dias com atividade. 150 commits. Quase tudo vibe coding com Claude.

A ideia: casais que não conseguem decidir o nome do bebê. Cada um avalia separadamente, o app revela só os matches. Sem briga.

O que tem dentro

Stack: Next.js, Supabase, Stripe, Turborepo. Google OAuth, RLS para LGPD, pagamento funcionando.

A parte mais trabalhosa foi a base de dados. O IBGE tem ~128k nomes únicos. Fiz scraping com Playwright, enriqueci cada nome com significados e mais algumas informações, pipeline com checkpoint/resume em NDJSON, deduplicação no PostgreSQL.

A timeline ficou assim:

Dias gastosFaseTempo
02/02 – 09/02Monorepo, Supabase, auth~2h
12/02 – 17/02Core: swipe, matches, deploy~29h
20/02 – 28/02Premium, enrichment, histórico~21h
02/03 – 07/03Busca, torneio, premium gates~7h
13/03 – 16/03SEO pages~6h
AbrilBlog, Sentry, GA4, cron~7h

Produto no ar em fevereiro. Aí começou o problema real.

O erro de SEO que só vi nos dados

Avaliei os canais pagos primeiro. Google Ads estimou R$146,30 por dia — sem nenhuma expectativa de resultado, zero garantia de retorno. Facebook Ads exige aprender segmentação, criativo e copy, e ainda assim é aposta. TikTok tem restrições explícitas com conteúdo voltado a bebês e gravidez, o que limitaria demais o alcance para esse nicho.

Para um dev solo sem verba de marketing, SEO orgânico parecia o caminho óbvio — custo zero, escala, resultado composto ao longo do tempo.

Decidi atacar SEO em escala. Rodei um pipeline gerando artigos com Claude:

  • "Significado do nome Sivirino: origem e história"
  • "Onça em tupi guarani: jaguaretê"
  • "Quantas pessoas têm o nome Davi no Brasil?"
    Depois de algumas semanas: 2.000 impressões/dia no GSC. Parecia que estava funcionando.

CTR médio: 0,3%. Cliques: ~6/dia. Usuários: zero.

Olhei as queries. Todas informacionais — alguém querendo um dado pontual sobre um nome obscuro. Chegavam, liam, iam embora. Não eram casais grávidos tentando decidir nada.

Construí enciclopédia quando precisava de conteúdo de decisão.

As queries certas são outras:

  • "como escolher nome do bebê em casal"
  • "app para escolher nome do bebê"
  • "como evitar briga por nome do bebê"
    Quem busca isso está no processo. É o usuário do produto. Não apareço pra nenhuma dessas.

Onde estou

O produto funciona. A infra está de pé. A base de 128k nomes está lá.

O que não funciona: minha estratégia de aquisição. Sei construir. Não sei ainda distribuir. E acho que esse é o problema de 90% dos devs que fazem produto solo — a parte técnica é a mais confortável, então é onde passamos mais tempo. Lançar é outra disciplina.

Estou trocando o conteúdo enciclopédico por conteúdo de decisão e testando distribuição direta em grupos de maternidade. Se funcionar, escrevo o followup com os números.

Se você já lançou produto solo, como resolveu a aquisição dos primeiros usuários sem verba? E se pudesse voltar, o que teria feito diferente no lançamento?


nomejuntos.com.br — feedback bem-vindo.

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O que eu teria feito diferente: antes de escrever uma linha de código, teria conversado com no mínimo 10 casais grávidos.

Não para perguntar “vocês acham legal?”. Isso todo mundo responde que sim.

Perguntaria coisas bem mais chatas:

  • vocês brigaram de verdade por causa do nome?
  • isso foi um problema recorrente ou só uma conversa engraçada?
  • vocês tentaram resolver como?
  • usariam esse sistema?

Porque aparentemente a resposta mais provável é: não.

E aí o problema não é SEO, nem CTR, nem Google Ads, nem Supabase, nem Next, nem Claude.

O problema é que talvez você tenha construído algo que ninguém quer usar.

E isso não é uma crítica moral. É quase um rito de passagem. Você virou mais um dos milhões de devs que construiu algo tecnicamente funcional para descobrir depois que “funciona” e “alguém quer usar isso” são problemas completamente diferentes.

É raro, mas acontece sempre. rs

A parte mais interessante do seu relato é justamente essa: o produto ficou de pé. A stack funciona. O scraping funcionou. A base de dados existe. O SEO gerou impressão. O pipeline rodou.

Ou seja: a máquina técnica funcionou.

Só que ela produziu tráfego para uma hipótese que talvez nem tenha sido validada.

No fundo, esse é o veneno do vibe coding: ficou barato demais construir. Então a gente pula a parte dolorosa, que é descobrir se alguém quer.

Antes era caro construir algo que ninguém queria. E ainda acontecia muito.

Agora dá para fazer isso em 74 horas.

Obrigado por compartilhar!

Agora que já esta pronto: o que eu faria

O caminho não é SaaS com assinatura.

Talvez seja lead magnet, afiliado, mídia, newsletter, app gratuito com ads, parceria com conteúdo de maternidade, ferramenta dentro de um portal maior, ou só um experimento para compartilhar mesmo.

SaaS pressupõe dor recorrente ou valor claro o bastante para pagar.

E a barreira aqui não é só “as pessoas não querem pagar”, mas elas não querem nem criar conta para testar.

Então, se fosse para continuar, eu faria o oposto de um SaaS.

Tiraria todo o atrito.

Nada de landong page. Nada de onboarding. Nada de “crie seu perfil”. Nada de explicar demais.

A pessoa entra, gera um link e escolhe uns e manda para o parceiro. O outro entra pelo link, escolhe os nomes dele e o app mostra os matches.

Pronto.

Não “um SaaS para casais escolherem nome de bebê”.

Mas:

manda esse link para o seu parceiro e descubram os nomes que vocês dois aceitariam.

E tecnicamente é até um desafio muito mais legal que fazer um SaaS genérico.

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Falou tudo, vejo que agora com IA, as pessoas querem criar apps e softwares adoidados, sem validar a ideia, querem criar em tempo record para lançar e ficar esperando a grana cair o quanto antes.

Estamos em uma bolha, onde o software perdeu valor, agora qualquer um pode criar qualquer coisa, porém muitos criam coisas que não são interessantes e praticas de se usar no dia a dia.

Escolher o nome de bebe é algo muito simples para uma plataforma tão complexa. E querer monetizar em cima disso é pior ainda. Quem vai assinar um plano mensal para escolher o nome de bebe uma vez na vida? Não faz sentido ter um plano mensal, mesmo que por sorte, alguem decidir pagar, ela provavelmente não vá renovar o mês seguinte depois de ter escolhido um nome. Só de ver (por mês)no plano, a pessoa já vai estranhar, sendo que ela só precisa disso uma vez.

Talvez só seria viavel a ideia, se fosse tudo gratuito e tentar monetizar com Ads, e sem precisar criar uma conta. A pessoa pesquisa no google "Sugestões de nomes para bebes", o site abre já com os nomes etc... Daria para ter "Criar Conta", mas opcionalmente para o usuário, e talvez até cobrar uma taxa para liberar algum recurso, mas algo com ticket bem baixo e sem ser plano mensal, apenas um valor avulso.

De qualquer forma a ideia em si já é muito simples, algo que hoje qualquer vai preferir perguntar pro Chat GPT quais nomes ele sugere para o bebe. Mesmo que a ideia da interação entre o casal seja divertida.

Dou exemplo do ILovePDF, que não obriga a se registrar, qualquer pessoas converte rapidamente e de tantos acessos que ele tem ejá ofereceram milhões para comprar a plataforma.

Enfim, pelo menos uma coisa é certa, você quase não perdeu tempo, 2 dias não é nada, se fosse antigamente, teria perdido 1 mês ou mais. Então desculpa pela sinceridade.

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os botões de continuar estao com opacidade baixa parecem desativados.
a ideia é boa mas não o suficiente para pagar, va pelo caminho dos ads/links de afiliado

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Manim, dei uma olhada e me deparei com alguns bugs.

Eu escolhi no onboarding que gosto de nomes germânicos e japoneses e que será um menino. Assim que eu consigo entrar me deparo com um card escrito "Bruno", jogo pro lado e me aparece "Letícia".

Ou eu não entendi como funciona, ou o onboarding não ta sendo levado em conta na sugestão de nomes que aparece na home.

Desejo sucesso.