O que eu teria feito diferente: antes de escrever uma linha de código, teria conversado com no mínimo 10 casais grávidos.
Não para perguntar “vocês acham legal?”. Isso todo mundo responde que sim.
Perguntaria coisas bem mais chatas:
- vocês brigaram de verdade por causa do nome?
- isso foi um problema recorrente ou só uma conversa engraçada?
- vocês tentaram resolver como?
- usariam esse sistema?
Porque aparentemente a resposta mais provável é: não.
E aí o problema não é SEO, nem CTR, nem Google Ads, nem Supabase, nem Next, nem Claude.
O problema é que talvez você tenha construído algo que ninguém quer usar.
E isso não é uma crítica moral. É quase um rito de passagem. Você virou mais um dos milhões de devs que construiu algo tecnicamente funcional para descobrir depois que “funciona” e “alguém quer usar isso” são problemas completamente diferentes.
É raro, mas acontece sempre. rs
A parte mais interessante do seu relato é justamente essa: o produto ficou de pé. A stack funciona. O scraping funcionou. A base de dados existe. O SEO gerou impressão. O pipeline rodou.
Ou seja: a máquina técnica funcionou.
Só que ela produziu tráfego para uma hipótese que talvez nem tenha sido validada.
No fundo, esse é o veneno do vibe coding: ficou barato demais construir. Então a gente pula a parte dolorosa, que é descobrir se alguém quer.
Antes era caro construir algo que ninguém queria. E ainda acontecia muito.
Agora dá para fazer isso em 74 horas.
Obrigado por compartilhar!
Agora que já esta pronto: o que eu faria
O caminho não é SaaS com assinatura.
Talvez seja lead magnet, afiliado, mídia, newsletter, app gratuito com ads, parceria com conteúdo de maternidade, ferramenta dentro de um portal maior, ou só um experimento para compartilhar mesmo.
SaaS pressupõe dor recorrente ou valor claro o bastante para pagar.
E a barreira aqui não é só “as pessoas não querem pagar”, mas elas não querem nem criar conta para testar.
Então, se fosse para continuar, eu faria o oposto de um SaaS.
Tiraria todo o atrito.
Nada de landong page. Nada de onboarding. Nada de “crie seu perfil”. Nada de explicar demais.
A pessoa entra, gera um link e escolhe uns e manda para o parceiro. O outro entra pelo link, escolhe os nomes dele e o app mostra os matches.
Pronto.
Não “um SaaS para casais escolherem nome de bebê”.
Mas:
manda esse link para o seu parceiro e descubram os nomes que vocês dois aceitariam.
E tecnicamente é até um desafio muito mais legal que fazer um SaaS genérico.