Atuo como tech lead em uma empresa de porte multinational que valoriza o uso de I.A. e tem, inclusive, um setor específico pra produção de softwares baseados em I.A. temos softwares que leem bases de código e fazem todo tipo de tarefa, desde o planejamento até execução.
Sou um dos TLs que está buscando integrar I.A.s às rotinas dos devs, buscando produtividade e aceleração de resultados.
**O que eu aprendi nessa jornada? **
A I.A. aumentou muito nossa vazão de código, e cobriu muito bem o tempo que investiamos em documentação, fosse escrever as nossas ou vasculhar docs de framework ou até internos da empresa.
Mas quando tentei puxar os limites e deixei essas ferramentas tomarem controle da produção ativa, dois fenômenos curiosos aconteceram:
1 - perdemos o controle fino sobre as demandas. Falar sobre o refinamento técnico ou explicar o código que foi escrito pela I.A. demandava tanto tempo quanto escrever tudo do zero. Fora que a qualidade do código deixava a desejar algumas vezes.
2 - quanto mais tempo usávamos e quanto maior a complexidade do contexto, mais genérico e/ou errado era o resultado gerado pela I.A. poderíamos falar de RAG, tentar reduzir a janela de contexto, etc? Sim, mas o custo e o investimento de tempo disso escalariam bem? Não me pareceu, na ocasião.
Nenhuma ferramenta substituiu o trabalho de engenharia, de análise e planejamento dos devs. E quanto mais autonomia dávamos à I.A, menos controle tínhamos sobre a solução.
Pra projetos pequenos talvez faça sentido delegar tanto, mas nos projetos maiores, acho arriscado demais confiar.