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O desenvolvedor tradicional acabou. E talvez você ainda não tenha percebido.

(Antes de tudo, ressalto que utilizei IA para ajudar a escrever esse texto)

Vou falar algo que pode incomodar:
O gargalo de desenvolvimento morreu.
Trabalho em uma empresa de microcrédito e, até pouco tempo atrás, nosso fluxo era o clássico:

  • Produto decide
  • Tecnologia recebe
  • Dev quebra em tarefas
  • Dias desenvolvendo
  • Code review
  • Deploy

O desenvolvimento era o centro da engrenagem.
Agora não é mais.
Implantamos o Claude Code e o tempo de produção de código simplesmente colapsou.
O que antes levava dias, agora leva horas.

E isso expôs algo que muita gente talvez ainda não queira admitir:
O código nunca foi o ativo mais valioso.
Era só o gargalo mais visível.

Hoje nosso fluxo é outro:

  • Dev participa de reunião de produto
  • Dev participa de reunião de risco
  • A solução já sai praticamente desenhada da reunião
  • Um dia para gerar código
  • Outro dia para revisar, subir e acompanhar
    O desenvolvimento virou uma etapa operacional.

O verdadeiro trabalho agora é:
Entender o problema
Questionar a solução
Antecipar risco
Pensar impacto em métricas
Tomar decisão
Programar virou commodity.

E aqui vai a pergunta incômoda:

Se a IA escreve 80% do código com qualidade aceitável, o que exatamente diferencia um desenvolvedor mediano de um excelente?

Digitar rápido não é mais vantagem.
Saber framework não é mais diferencial.
Conhecer sintaxe não é mais poder.

Talvez o diferencial agora seja:

Capacidade de raciocínio sistêmico
Entendimento profundo de negócio
Senso crítico para revisar código gerado por IA
Arquitetura

A sensação que tenho é que estamos vendo o fim do “dev executor” e o nascimento do “dev estrategista”.
E isso não é tendência.
Já está acontecendo.

Quero ouvir de vocês:
Isso já mudou na empresa de vocês?
Ou ainda estão operando no modelo antigo?
O desenvolvedor está sendo puxado para o negócio?
Ou a IA está sendo usada só para acelerar tarefa pequena?

E a pergunta mais delicada:

Se amanhã o código for praticamente instantâneo…
qual é o seu papel?

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Alguns pensamentos soltos a respeito desse texto


Delivery de FastFood consegue coexistir com restaurantes tradicionais, um não elimina o outro. Além disso, um restaurante tradicional também consegue ter fastfood bem decente no seu cardápio, mas o contrário nem sempre é possível.


Se apoiar dessa forma para IA gerar o código vai gerar uma dependência imensa da sua empresa com esses vendors. Eles podem mudar a política, eles podem ficar caríssimos (e vão), o código gerado pode se tornar incompreensível para humanos, o servidor ficar fora do ar... é realmente uma boa o core da empresa ser tão dependente desse tipo de ferramenta?


Eu acho que tem muita gente comprando isso como solução mágica, é claro que IA estão revolucionando a forma como trabalhamos, mas estão vendendo essa ideia como substituição de profissionais, papéis e responsabilidades. Quando na verdade temos que pensar em aceleração, ao invés de desenvolver 100 softwares no ano, você vai desenvolver 200, mas ainda estará lá para fazer, o mercado vai querer cada vez mais software e cada vez mais teremos software problemático para corrigir.

Tem muita gente animada com o fato de conseguir colocar um software no ar sem nunca ter estudado, ou ter estudado muito pouco, em breve eles vão perceber que escrever um software do zero com zero usuários nunca foi o maior problema. Os maiores problemas acontecem depois que o software chega no mundo, e dessa galera empolga certamente muitos vão largar o barco e delegar para outras pessoas.


Como desenvolvedor independente você pode pensar em trabalhar menos horas por dia e manter a mesma produtividade.

Mas o que a galera que alardear mesmo é o fim da profissão, ou até que a atividade de desenvolvimento não vai mais existir (como se desenvolver software fosse unicamente para fins profissionais).

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Olha o primeiro modelo que você mostrou é extremamente ineficiente, mas o segundo tem um problema sério:

  • Um dia para gerar código
  • Outro dia para revisar, subir e acompanhar

Isso nem de longe, nem com a melhor IA que nem existe é suficiente

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Não consigo responder enquanto visão de desenvolvedor, visto que deixei a área a um tempo.

Mas enquanto coordenador de projetos, digo que a IA realmente alterou toda a estrutura de criação e manutenção de projetos.

Os desenvolvedores que gerencio podem usar IA, fazer vibecode mas não podem em hipótese alguma desenvolver toda a feature 100% com IA devido a alta complexidade do negócio. E isso a IA ainda não se mostrou tão eficiente, o conhecimento deles do negócio e da estrutura ainda é superior e mais importante do que a IA nos entrega.

Então se for sobre projetos de baixa e média complexidade, hoje o desenvolvedor é isso mesmo que você falou. E retiramos um trabalho deles: consigo validar protótipos e ideias sem mais passar pelo UX/UI e pelo desenvolvedor. Então sim, já começaram a não ser necessários em alguma fase ou nível de negócios.

Pode ser apenas um efeito manada, temporário ou surto coletivo? Sim. Mas ATUALMENTE as empresas estão seguindo dessa forma.

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Entendo seu ponto de vista, mas resumidamente (para não me estender) acho que o pessoal está querendo muitas "coisas mágicas".
Na minha opinião, com a explosão da IA estamos vivendo o chamado "Efeito manada" (https://pt.wikipedia.org/wiki/Comportamento_de_manada) e querendo ou não, as bases são cruciais e vão continuar sendo... não é mágica e sim LÓGICA.

Mas enfim, a maioria das pessoas não estão preparadas para essa conversa.

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Desenvolvedor vai virar engenheiro de prompt e revisor de código. Por hora, vai dar manutenção onde a IA ainda não consegue dar manutenção bem feito.

No meu curso, temos Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS), a parte de Análise de Sistemas está mais em alta do que nunca.

Quando fui prestar o vestibular haviam os cursos Análise de Sistemas, Ciências da Computação e Engenharia da Computação. Hoje não tem mais o curso de Análise de Sistemas tradicional. Acrescentaram matéria de IA no final do curso de Engenharia.