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Cara, curti muito a metáfora, mas tipo, acho que ela tem um furo que meio que muda a conclusão, sabe?

O Coringa só torna o Batman necessário porque o Batman já existe, né. Ele não cria herói do zero, ele testa um que já tá pronto.

E aí que tá o problema, na real. Boilerplate, CRUD, teste unitário simples, documentação chata... isso não era só "o trabalho que o dev fingia que fazia" não. Era o treino, sacou? Era ali que o júnior errava barato, apanhava do código e, sei lá, uns anos depois virava o sênior que entende arquitetura.

A IA não roubou as cenas de apoio. Roubou o campo de treino, basicamente.

Então, tipo, a pergunta que me pega não é "o dev vai ser substituído?". É: se ninguém mais passa pelas cenas de apoio, de onde vão sair os protagonistas de 2035?

Quem resolver isso de propósito, seja empresa, faculdade ou o próprio dev, vai sair muito na frente. O resto vai descobrir lá na frente que ninguém mais sabe revisar o que a IA escreveu. Enfim, fica a reflexão kkk

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Boa, mas acho que esse treino nem precisa ser solitário, sabe. Já existe IA que não entrega a resposta, ela ensina. O Claude tem o modo Learning (no Claude Code ele deixa #TODO pra você escrever sua parte), o ChatGPT tem o Study Mode e o Gemini tem o Guided Learning. E Harvard faz isso desde 2023 no CS50, com um patinho de IA que pergunta mais do que responde.

E tem dado: um estudo da Anthropic deste ano com devs júniores mostrou que quem usou IA pra fazer perguntas conceituais tirou 65% ou mais no teste de entendimento, e quem só delegou o código ficou abaixo de 40%.

Ou seja, a professora já existe. O problema é que ela é opcional, dá pra desligar e pegar a resposta pronta. O campo de treino não sumiu, ele virou opt-in. E opt-in, na real, só pega quem já quer aprender.