Executando verificação de segurança...
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Programmer404, a relevância do seu comentário confirma o quanto a nossa área ainda valoriza e, com razão, a base técnica sólida. Entendo perfeitamente que pareça perigoso delegar a 'arquitetura' para a IA.

Mas o ponto central do artigo é sobre onde o valor é gerado hoje.

Você citou o exemplo de saber implementar uma 'Breadth-first search' (BFS). Antes de 2023, saber como escrever esse algoritmo diferenciava o júnior do sênior. Hoje e daqui pra frente, a barreira técnica da implementação caiu a zero. O algoritmo a IA escreve, testa e otimiza em segundos.

O diferencial agora não é saber codar a BFS, mas saber identificar que o problema de negócio exige uma busca em largura e pedir isso corretamente. É aqui que entra o contraste que mencionei:

Hoje, um profissional com um curso de 'Engenharia de Prompt' (que saiba descrever requisitos, restrições de segurança e lógica de negócio com precisão) entrega um software funcional muito mais rápido do que um Bacharel em Ciência da Computação que tenta escrever cada linha na mão 'para garantir'.

O mercado paga pelo resultado (o software rodando, seguro e escalável), não pelo suor ou pelo método usado para criá-lo. Se a IA entrega o código com a latência baixa e sem brechas (porque foi bem 'promptada'), o cliente não se importa se o programador sabe o que é um ponteiro de memória ou não.

A segurança e a escalabilidade continuam essenciais, concordo plenamente. A diferença é que antes elas dependiam da minha memória; hoje elas dependem da minha capacidade de auditoria e direção. O 'saber pedir' virou a nova faculdade.

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