A empresa em que eu trabalhava não faturava mais de 60 mil. Tinha 10 funcionários, mas estava sempre no “corda bamba”. Dava para pagar os funcionários, porém era muito difícil investir.
Os desenvolvedores viviam apagando incêndios e criando novas funcionalidades, seja para clientes novos, que diziam que só entrariam se tal funcionalidade existisse, ou para clientes antigos, que queriam algo novo.
Aí você pode dizer: “Com IA daria para resolver 10x mais rápido e ter tempo para crescer.” Beleza, mas havia mais de 300 tarefas entre bugs, demandas de clientes e ideias. No fim, você terminaria 20 e apareceriam mais 30.
No fim, a empresa não conseguia investir em mais desenvolvedores, equipamentos melhores ou contratar mais programadores.
O patrão precisou financiar o próprio carro para conseguir comprar novos notebooks para a empresa. Mesmo assim, não foram muitos: cerca de 7 notebooks. A empresa não teria conseguido investir sem isso.
Em resumo, vejo em todo lugar por onde passo, e entre os empresários que conheço, que a maioria está sempre lutando para sobreviver no mercado, fazendo o máximo com o mínimo, gastando pouco para ganhar pouco, fazendo duas ou três coisas ao mesmo tempo e ficando sobrecarregada, porque não tem dinheiro para contratar mais pessoas.