Novos modelos de IA de fronteira estão complicando coisas simples?
Tenho usado os dois principais modelos para codificação (Claude Fable 5 e GPT 5.6 sol), e tive a impressão que nesses modelos eles subiram muito a régua para coisas que não deveriam ser complexas, gerando um trabalho muito maior (consequentemente usando mais tokens) e com qualidade não tão melhor.
Para não ficar só na impressão, resolvi "tirar a prova". Tinha um processo de backup/restore específico do PostgreSQL para um sistema, que foi criado pelo Opus 4.7: Um script sh com 72 linhas de código, conta com opção verbose/quiet/debug, comentários no meio de cada etapa do script. Simples, eficiente e funcional, funcionou de primeira e nunca deu problema.
Peguei exatamente o mesmo prompt/especificação e executei no Fable 5: Saiu um sistema de backup em bash com inúmeras funções/opções (todas que eu não pedi na especificação original), documentação completa em alguns MDs (ele criou uma pasta docs com 4 MDs de documentação),arquivos diferentes para backup e restore, mais de 1000 linhas de código sem falar na documentação. Mais 4 horas de execução (contra poucos minutos do Opus 4.7), um caminhão de tokens. A pior parte vem agora: Na primeira execução, erro de sintaxe, foi mais vários minutos pra ele entender erro e corrigir os bugs.
Mais alguém percebeu isso? Quais opiniões tem a respeito?