Seu texto é bacana, a ideia é interessante mas veja: existe uma diferença enorme entre vender para pessoa física (onde a narrativa pode ser mais leve, até “romântica”) e vender para pessoa jurídica, especialmente quando falamos de SaaS. Empresas não compram hype — elas compram confiabilidade, respaldo jurídico, suporte técnico e previsibilidade.
Pontos que você destacou (e que fazem sentido no mercado B2B)
- Confiabilidade > novidade: um produto que muda toda semana gera insegurança. Empresas querem estabilidade, não surpresas.
- Respaldo jurídico e técnico: contratos, LGPD, compliance, SLA de atendimento. Sem isso, dificilmente uma empresa arrisca.
- Escalabilidade e suporte: não basta ser “feito em um fim de semana”. É preciso mostrar que há estrutura para crescer junto com o cliente.
- Renda perene: para ter receita recorrente, você precisa de clientes corporativos que enxerguem valor de longo prazo, não apenas curiosidade inicial.
O que isso significa para quem cria SaaS ?
- História de produto: em vez de vender a ideia de “criei rápido”, é melhor vender a narrativa de robustez e evolução planejada.
- Governança: mostrar que há processos de versionamento, roadmap claro e ciclos de atualização previsíveis.
- Relacionamento com cliente: empresas preferem menos mudanças, mas bem documentadas e comunicadas. Isso transmite maturidade.
No fundo, você está dizendo que “hype” pode até atrair atenção, mas não sustenta negócios sérios. E eu concordo: se o objetivo é renda recorrente e clientes corporativos, o discurso precisa sair do “feito em um fim de semana” e ir para “construído com base sólida, pronto para crescer junto com você”.