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A IA está criando programadores que não sabem o que estão fazendo?

A gente está vivendo a era da Abstração Cega. A IA te dá o código pronto, mas te rouba o entendimento. O projeto roda, mas você não sabe o porquê.
​O erro do "Tab": Programar é tomar decisão. Aceitar tudo sem questionar é terceirizar seu raciocínio.

​Falsa Senioridade: É fácil montar sistemas complexos em minutos, mas a base técnica continua rasa. É um castelo de areia que só aguenta até o primeiro problema que o robô não conhece.
​Se você não consegue explicar seu código sem o ChatGPT, você não é o autor, é só um revisor. A IA deve ser seu acelerador, não seu cérebro.
​Concordam ou acham que o que importa é a entrega final?

​Reflexão completa no vídeo:


https://youtu.be/16jfoGB8T00?si=vIVGtRMObUdHCBoT

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E quando um vídeo é todo feito por IA, quem é o autor?

Hoje, quantas pessoas ainda programam em assembler?

O uso de linguagens de alto nível como C, C++ ou Java faz alguém menos autor do que quem manipulava registradores e portas lógicas diretamente?

Da mesma forma, quem programa hoje é menos programador do que aqueles que, nas décadas de 60 e 70, escreviam código em cartões perfurados?

A história da computação é, essencialmente, a história da abstração: cada camada nova elimina complexidade sem eliminar autoria.

A IA segue exatamente esse mesmo caminho. Ela não cria intenção, contexto ou objetivo — isso ainda é humano. O que ela faz é reduzir o custo cognitivo da execução.

Talvez o desconforto não seja com a tecnologia em si, mas com o fato de que programar está deixando de ser um privilégio de poucos.

Reflexões de quem viu o Clipper nascer e agora vê a IA ampliar, não substituir, o papel do programador.

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Sua análise é cirúrgica. Assim como o compilador C++ poupou o programador de gerenciar manualmente cada ciclo do processador, a IA está poupando o desenvolvedor moderno da sintaxe repetitiva (o 'boilerplate'). A autoria não reside na digitação das teclas, mas na arquitetura da solução e na resolução do problema de negócio. O programador deixa de ser um 'escritor de linhas' para se tornar um 'curador de soluções'

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Da mesma forma, quem programa hoje é menos programador do que aqueles que, nas décadas de 60 e 70, escreviam código em cartões perfurados?

Depende, Você usa essas abstrações de forma consciente? ou apenas como uma facilidade sem entender o que acontece de baixo dos panos?

se for a segunda opção eu te considero menos programador que a primeira.

Gosto de falar muito do ecossistema node e python, são ambos que "puxam a frente" de profissionais que não entendem realmente o que estão fazendo e só copiam receitas de bolo.

São raras as pessoas hoje que entendem a tecnologia que estão usando a fundo.

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Abstração é e sempre será o objetivo de PROGRAMAR, software é abstração extrema de algo real.

Senior é saber diferenciar o certo do errado, não é ficar ditando regras sem explicar o porque, ou melhor, é apresentar a consequência hoje e no futuro de suas escolhas.

Não adianta fazer um sistema com redundância em tudo, SLA de 99,99999998% se o que você precisa é de um simples HELLO WORLD

A IA vai sempre fazer o que ela faz de melhor, escrever, seja código ou seja texto. Ela não sabe "resolver" problema nem tampouco cria ou remove complexidade, ela só é um AUTOCOMPLETE de luxo, que se você souber usar vai poupar alguns cliques, ou na pior das hipoteses vai mudar os cliques de lugar...... se deixar de escrever código para escrever prompt é um avanço já é discussão pra uma longa lista de argumentos......