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Complicado a discussão de curso pra fazer vs o que colocar no currículo.

Na época que recrutadores liam currículos, os que eu conheci olhavam muito para as experiências anteriores, e pulavam curso e a sopa de letrinhas tech. Pois a maioria eram humanos e não entendiam o que significava.

Pra dar um exemplo, já fui chamado para entrevista onde o recrutador achou que javascript era a mesma coisa que java, a descrição da vaga nem bateu com meu currículo.

Na minha pouca experiência como recrutador em uma empresa de software pequena, procurei com mais precisão as tecnologias do dia a dia. Aparentemente muitos candidatos mandavam seus currículos parecendo spam. Não liam que a vaga era pra php e mandavam um currículo de programador vb6, ou somente pacote office completo, as vezes chegava currículo com perfil de comercial e vendas para um anúncio de programador web.

Nessa experiência, criei um cenário de problema do dia a dia da empresa, que era praticamente um desafio gohorse com muita pog. Extraído de um caso real, porém maquiado para não assustar os candidatos com a situação real da zona do código.

O teste prático e presencial ajudou em muitas coisas. Principalmente a resiliência do candidato a enfrentar código macarrão todo cagado.

Foi impressionante a discrepância entre o que tem no currículo e a prática. Não encontrei um padrão bem definido na relação entre currículo vs eficiência para o cenário proposto. Candidatos com currículo impressionante que sairam xingando dizendo que aquele teste era desumano. E candidatos com currículo não muito atrativo resolvendo o problema proposto direto no bloco de notas do windows sem usar a IDE disponível.

Hoje muitos recrutadores usam filtros ATS, é tipo um LLM filtrando a enxurrada de currículo, só que parametrizado por pessoas que não entendem de tecnologia. Resultando em deixar passar na maior parte quem é melhor de teatro e alguns bons tecnicamente. Isso se repete na entrevista.

Acredito que ainda existem recrutadores que leem currículos, os que conheço são os que recebem currículo por indicação.

Minha experiência pessoal e conclusão no assunto de recrutamento, seleção e empregabilidade é triste para muitos:

"Na maioria das vezes a indicação de confiança é o que mais importa"

Indicar só por indicar cai no fluxo teatral padrão. Indicação por confiança é um tiro mais certeiro. Muitas vezes a vaga nem é aberta com uma indicação forte, e quando abre a vaga, é pra seguir a burocracia, mas os envolvidos ja escolheram o amiguinho indicado.

Sobre os cursos, sugiro separar em categorias. Os que vc realmente aprende algo, os que vão pro currículo, os que vc aprende pra furar o teatro de recrutamento, os que vc faz só pra achar amizades legítimas que serão indicações no longo prazo, e talvez outras classificações.

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