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Quais cursos agregam bem no currículo? Curso grátis e online vale de alguma coisa?

Estou procurando formas de melhorar meu linkedin e currículo para tentar conseguir minha primeira vaga remota. Ainda estou na faculdade (EAD, diga-se de passagem, que eu sinceramente não me orgulho muito, mas pelo menos é um curso superior), na metade do curso, e quero fazer alguns cursos para agregar no currículo e tentar aprender algo formalmente de verdade - já que a faculdade EAD eu chamo de "faculdade de mentirinha" (e não me orgulho disso)

Perguntei pro Claude AI (já que não tenho amigos próximos da área de programação) e ele recomendou o CS50 (Computer Science 50), que é um curso gratuito online de Harvard, que eu já tinha visto outras vezes, assisti a primeira aula e achei bem bacana, mas não sei se realmente vale de alguma coisa por ser um curso gratuito e online.

Cursos como esse, que, embora sejam de 🔥Xx_Harvard_University_xX🔥, são 😑online e gratuitos😑, têm alguma validade ou fazem alguma diferença, de fato? (<- os emojis tentam expressar a sensação que sinto quando falo de cursos onlines e gratuitos)

Gostaria de saber a opinião de vocês sobre esses 3 tópicos. Obrigado.

  • Faculdade EAD é de mentirinha?
  • Curso online e grátis vale de alguma coisa?
  • Quais cursos agregam bem no currículo?
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Complicado a discussão de curso pra fazer vs o que colocar no currículo.

Na época que recrutadores liam currículos, os que eu conheci olhavam muito para as experiências anteriores, e pulavam curso e a sopa de letrinhas tech. Pois a maioria eram humanos e não entendiam o que significava.

Pra dar um exemplo, já fui chamado para entrevista onde o recrutador achou que javascript era a mesma coisa que java, a descrição da vaga nem bateu com meu currículo.

Na minha pouca experiência como recrutador em uma empresa de software pequena, procurei com mais precisão as tecnologias do dia a dia. Aparentemente muitos candidatos mandavam seus currículos parecendo spam. Não liam que a vaga era pra php e mandavam um currículo de programador vb6, ou somente pacote office completo, as vezes chegava currículo com perfil de comercial e vendas para um anúncio de programador web.

Nessa experiência, criei um cenário de problema do dia a dia da empresa, que era praticamente um desafio gohorse com muita pog. Extraído de um caso real, porém maquiado para não assustar os candidatos com a situação real da zona do código.

O teste prático e presencial ajudou em muitas coisas. Principalmente a resiliência do candidato a enfrentar código macarrão todo cagado.

Foi impressionante a discrepância entre o que tem no currículo e a prática. Não encontrei um padrão bem definido na relação entre currículo vs eficiência para o cenário proposto. Candidatos com currículo impressionante que sairam xingando dizendo que aquele teste era desumano. E candidatos com currículo não muito atrativo resolvendo o problema proposto direto no bloco de notas do windows sem usar a IDE disponível.

Hoje muitos recrutadores usam filtros ATS, é tipo um LLM filtrando a enxurrada de currículo, só que parametrizado por pessoas que não entendem de tecnologia. Resultando em deixar passar na maior parte quem é melhor de teatro e alguns bons tecnicamente. Isso se repete na entrevista.

Acredito que ainda existem recrutadores que leem currículos, os que conheço são os que recebem currículo por indicação.

Minha experiência pessoal e conclusão no assunto de recrutamento, seleção e empregabilidade é triste para muitos:

"Na maioria das vezes a indicação de confiança é o que mais importa"

Indicar só por indicar cai no fluxo teatral padrão. Indicação por confiança é um tiro mais certeiro. Muitas vezes a vaga nem é aberta com uma indicação forte, e quando abre a vaga, é pra seguir a burocracia, mas os envolvidos ja escolheram o amiguinho indicado.

Sobre os cursos, sugiro separar em categorias. Os que vc realmente aprende algo, os que vão pro currículo, os que vc aprende pra furar o teatro de recrutamento, os que vc faz só pra achar amizades legítimas que serão indicações no longo prazo, e talvez outras classificações.

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Faculdade EAD é de mentirinha?

A maioria sim. Eu já vi gente dizendo que tem algumas boas, mas eu nunca vi uma de fato, até as públicas os professores não querem fazer aquilo. Claro que pode ter exceções, mas eu não conheço, como você vai saber que alguma é exceção?

Mas o pior é que o EAD não serve para todos e grande parte das pessoas não sabem ou não querem fazer com seriedade. Geralmente quem procura EAD só quer o diploma rapidamente, a forma como esses cursos são feitos até incentivam a pessoa trapacear.

Claro que aprender com IA quase sempre dá na mesma.

Acho que você mesmo já percebeu que a sua EAD é só um vendedor de diploma.

Curso online e grátis vale de alguma coisa?

Alguns podem ser bons, mas é raro. Em geral esses cursos entregam algo que agrada a pessoa.

Ser online tem vantagens e desvantagens, mas importa muito mais outras questões.

Ser gratuito pode até ser melhor porque foi criado para atender quem realmente quer aprender. Mas aí voltamos na questão, como saber quais são bons e quais é só algo jogado de qualquer jeito e o autor fez sem nenhum compromisso com você?

Quais cursos agregam bem no currículo?

Cada lugar que olha de uma forma diferente para seu currículo. Não tem como escolher uma fórmula e servir para tudo. Tem lugares que vão olhar para a forma burocrática que você se apresenta, geralmente onde não será muito bom para você, outros vão olhar mais para o que você realmente é capaz de fazer e esses costumam ser muito interessantes para fazer sua capacidade evoluir.

O CS50 é interessante, mas ele isolado não serve para muita coisa, se a pessoa não souber como aproveitá-lo é perda de tempo. E depois, o que virá? A IA respondeu o que ela vê muita gente recomendando, mas ela não sabe porque as pessoas recomendam. Eu mesmo até recomendo, mas eu sei que não será útil para a maioria das pessoas. QUanto mais a pessoa depender de terceiros para aprender, menos ela pode fazer isso por conta própria. Assim como as pessoas usam respostas enlatadas, a IA também olha superficialmente o que as pessoas fazem. Como a maioria só fala para fazer sem dar maiores detalhes, a IA responde de forma ruim, e é mais convincente que pessoas reais. Se gostou, manda bala. Se ele te servir bem, fará você raciocinar e procurar o que deve vir depois. Se não conseguir fazer isso, ou seja, se não começar raciocinar sobre o que está fazendo, trabalhar na área será desafiante, ainda mais agora que está sumindo vagas de quem só sabe seguir receita de bolo.

O que agrega é aquilo que você evolui de forma real.

Ainda posso te ajudar mais com: https://www.tabnews.com.br/maniero/faq-do-programador-perdidao.

S2


Farei algo que muitos pedem para aprender a programar corretamente, gratuitamente (não vendo nada, é retribuição na minha aposentadoria) (links aqui).

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Já atuei na seleção de candidatos e te digo:
Tudo aquilo que você faz tentando buscar aprimoramento profissional e pessoal, é relevante para seu currículo.
Eu não olhava apenas as competências técnicas, mas também comportamentais.
Praticava Jiu-Jitsu?
O hobby era leitura de livros?
Tinha cursos da Fazenda Bradesco?
Tinha um Github?
Tinha um blog que ninguém lia mas escrevia lá o que estava estudando ou tentava passar conhecimento para outros?
...

Olha o tanto de possibilidades e todas elas influenciavam positivamente.
Então sim, ter um curso na área, independente se pago ou gratuito, conta, e mais ainda se eu consegui perceber que você realmente aproveitou algo ao invés desse curso apenas ser uma entrada no seu currículo.

Tem gente que ficava fazendo um monte de curso, não internaliza direita ou nada, quer apenas fazer "volume" no currículo. Daí ao invés disso contar a favor, começa a pesar contra.

É preciso ter foco!
Planeje um caminho. Pense como o curso que quer fazer pode agregar a carreira que quer trilhar.
Se você é um Dev que quer ficar no backend, não vai me fazer curso de front ou mobile.
Busque assuntos relacionados ao nicho que quer atuar.

Ter os cursos certos é garantia de algo. Infelizmente não!
Se quem faz a seleção e entrevista, ou mesmo o gestor da vaga, são despreparados ou estão em péssimo momento, correm o risco de não valorizar seu empenho.

Você segue adiante.
Em algum momento haverá o encaixe (ui!)
Siga seu EAD e busque se desenvolver.
Procure ser um especialista em algo (uns 80%) e 20% de generalista.

Esse curso de Harvard aí eu sempre vi ele passando por mim, mas nunca fui atrás, não vi ele me agregando algo (lembre-se: FOCO).

Boa sorte e bons estudos.