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Meus 2 cents,

De certa forma isso ja existe: de imediato lembro das incubadoras, os ambientes de co-work e hacktoons.

So que na pratica nao eh durante o dia, no horario de trabalho que as interacoes acontecem: eh na hora do almoco, e principalmente no happy-hour e em atividades off-office que o networking rola.

O problema de aplicativos que procuram estabelecer este networking de forma artificial, eh que quem participa quer se vender - e todo mundo quer se vender, entao vira uma linkdisney com uma quantidade absurda de ruido.

Veja, ninguem recusa uma boa oportunidade - mas participar de um grupo (seja remoto ou presencial) onde alguem sempre vai tentar te empurrar um business plan ou uma ideia mirabolante eh um saco.

Veja o TABNEWS p.ex.: eh uma comunidade legal de gente trocando conhecimento, mas os PITCHs sem pe nem cabeca acabam tornando a experiencia menos que ideal (e gera textao de tempos em tempos).

Saude e Sucesso !


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Eu concordo que já existe uma tentativa parecida em alguns ambientes, como incubadoras, coworkings e hackathons. Inclusive, acho que esses espaços mostram uma coisa importante: existe uma vontade real das pessoas de se conectar, trocar conhecimento e construir algo juntas.

Mas acredito que o grande desafio está em como essas interações são estruturadas.

Muitas vezes, nesses ambientes mais abertos, a dinâmica acaba virando quase um "quem consegue vender melhor a própria ideia?". Cada pessoa chega com seu projeto, sua visão, seu plano de negócio e, naturalmente, tenta encontrar uma oportunidade. Isso faz parte do jogo, mas quando não existe um propósito claro, o ambiente pode rapidamente virar uma competição de pitches e gerar bastante ruído.

É justamente aí que acredito que os squads mudam o jogo (e tive essa ideia pelo comentário do @HarukaYamamoto0)

A diferença é que o squad não começa pela pessoa tentando convencer outras pessoas da própria ideia. Ele começa pelo problema.

Em vez de reunir pessoas para apresentar projetos e tentar conseguir apoio, você reúne pessoas que compartilham um mesmo objetivo e cria um ambiente onde a colaboração acontece naturalmente. O foco deixa de ser "como eu faço minha ideia ganhar atenção?" e passa a ser "como nós conseguimos construir a melhor solução para esse problema?".

Dentro de um squad, a pessoa não está ali como um vendedor tentando converter os outros em usuários, investidores ou colaboradores. Ela está ali como alguém que faz parte de uma construção coletiva.

Eu acredito muito que pitchs são válidos. Existem projetos que realmente ajudam pessoas, resolvem dores importantes e geram impacto positivo. Mas também existem projetos que nascem apenas com a intenção de gerar lucro e, dependendo da execução, podem ser excelentes ou simplesmente mais uma ideia procurando um problema para resolver.

Então o problema nunca foi o pitch, mas o lugar e o momento do pitch.

Inclusive, lembro da discussão sobre o Fila Saúde. Foi muito legal ver sua contribuição na conversa e as ideias que surgiram a partir dela. O projeto é um exemplo de como uma boa discussão pode agregar valor, principalmente por ser uma iniciativa sem fins lucrativos, criada a partir de uma dor real que existe preocupação em resolver.

Acredito que o pitch funciona muito bem quando existe um espaço próprio para isso: um momento em que alguém apresenta uma dor, uma visão e procura pessoas que realmente se conectem com aquele propósito.

Mas dentro de um squad, acho que deveria existir uma regra simples:

A comunicação dentro dos squads deve ser focada em criar rapport, colaborar e contribuir diretamente para o objetivo do grupo. 🤝

Ainda podem existir pitchs de projetos que tenham relação com o próprio squad ou que ajudem na evolução dele. A diferença é que o squad deixa de ser um palco para convencer pessoas e passa a ser um ambiente para construir coisas.

E talvez essa seja a maior mudança: sair de uma cultura de "tenho uma ideia, preciso encontrar pessoas para ela" para uma cultura de "temos um problema, vamos encontrar pessoas para resolvê-lo".