Seja um vibe coder como Tony Stark, o homem de ferro
Esse post é para ser mais rápido, mas recentemente, nos momentos de introspecção que tenho feito na minha vida no dia-à-dia, relembrei de um post que vi aqui na comunidade, ou em algum outro lugar, que dizia que o Tony Stark é um vibe coder, já que ele conversava com J.A.R.V.I.S., e o próprio fazia todo o trabalho com base em uma linguagem natural. Mas existe um detalhe que muitos desconsideram quando mencionam esse fato.
Vibe Coder ≠ Inteligência aplicada ao processo
Agora, algo importante que quero destacar é que não dá para considerar tudo o que falo como uma verdade absoluta, Tony Stark saiu de uma obra de ficção e que provavelmente nenhum de nós da comunidade pode um dia se tornar como ele. Mas podemos nos inspirar em como o personagem foi escrito. J.A.R.V.I.S. não é o Tony Stark, mas sim uma extensão de seu conhecimento. Enquanto Tony é o cérebro, J.A.R.V.I.S. é apenas o agente de Tony, é ele quem cuida de toda a parte bruta do projeto, testes, provavelmente no desenvolvimento da armadura, era ele quem fazia os ajustes mais relacionados aos mecanismos, mas tudo o que ele fazia não era algo totalmente da mente do J.A.R.V.I.S. mas sim de Tony. Tony é quem montava o conceito, os requisitos, os planos, e qualquer coisa que J.A.R.V.I.S. fizesse, Tony saberia exatamente como e o que J.A.R.V.I.S. fez.
Isso é algo que podemos aplicar para os vibe coders. O quão ciente do processo e da linguagem você está nesse exato momento? Você pode ter rompido a barreira entre o programador e o produto final, mas será que rompeu o limite do seu conhecimento?
A IA hoje tem nos ajudado a acelerar a produção, mas devemos treinar nossos olhos atualmente para sermos programadores leitores. Diria que hoje em dia, com o avanço da IA, precisamos ler muito mais do que liamos a 5, 10 anos atrás. Em contraste, não vamos ler informação adicional, vamos ler apenas informação necessária. Lembro de uma citação que o Felipe fez em um de seus vídeos sobre IA que ele disse o seguinte: "Antes, com ferramentas como Google, Stack Overflow, e outros, nós tínhamos o conteúdo maleável da parte humana mas um conteúdo duro da parte máquina, hoje, ambos os lados são maleáveis, ou seja, podemos escolher exatamente o que queremos ver e ouvir com a IA."
Esse pensamento se tornou ainda mais claro para mim ontem, quando comecei a utilizar o Antigravity. É claro, eu ainda considero como um clone meio bloatware do VSCode, só que com conteúdo do google, mas e daí? Só ontem eu consegui fazer um projeto que era, tecnicamente e bem simplório, um clone do VSCode usando Rust, Tauri e React, e ficou sensacional. Mas a base de código ficou gigantesca, então acabei não lendo muita coisa sobre.
O mais próximo que consigo imaginar do que falei é o Linus. Linus Torvalds fez exatamente isso, ele sabe o processo, o código, a inteligência por trás da arquitetura, mas preferiu deixar a IA escrever um código que como ele mesmo disse no commit "é um código muito melhor que o meu". Sempre fico imaginando, já que ele mencionou que usa um clone do emacs antigão para programar, ele abrindo o Antigravity e se deparando com algo semelhante a cabine de um avião. Mas não imagino que tenha acontecido isso, ele é um cara inteligente e o Antigravity não é tão anti convencional assim, funciona bem. Enfim, era isso que eu queria falar,