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No fim o que nunca muda é os fundamentos.

Apesar de JavaScript ter uma base enorme, não quer dizer que imortal.

Não quero ser chato, eu entendi o poste, porém é importante frizar isso.

Antes eu não ligava muito para fundamentos. Achava papo chato de guru da tecnologia, sendo que com o mínimo de código Python e JavaScript já fazem quase tudo.

Porém, com os fundamentos você aprende qualquer coisa muito mais fácil. Sabe JavaScript, porém ele morreu? E agora? Quem tem os fundamentos só precisa lidar com syntaxe e a filosofia da linguagem, porque fundamentos não muda.

Vai aprender Go? Quem sabe concorrência pega logo assuntos como channels, groutines.

Esse é um exemplo na prática

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Concordo totalmente com você. Na minha opinião, os fundamentos são extremamente importantes — talvez a parte mais crítica do problema — mas ainda representam apenas metade da história.

Programar sempre envolve lidar com dois desafios complementares: compreender a lógica do que precisa ser feito e expressar isso através da sintaxe de alguma linguagem.

Ser agnóstico na linguagem e focar em fundamentos, nos conceitos universais — algoritmos, estruturas de dados, recursão, loops, condicionais — ajuda muito, porque esses conceitos funcionam em qualquer linguagem. Mas isso não significa que dá para escapar de aprender sintaxe: cada linguagem tem suas regras e jeitos de escrever, e ainda é preciso se virar com elas.

Fundamentos diminuem a curva de aprendizado, sim, mas ela ainda existe e é multiplicada pela quantidade de opções disponíveis.

Seguindo o exemplo do texto: desenvolvimento de interfaces gráficas em Python. Tem as bibliotecas consolidadas, tipo tkinter, PyQt/PySide e wxPython, e as mais novas, como Kivy, DearPyGui, Flet, Eel, PySimpleGUI e NiceGUI. Todo ano aparecem outras, entram em hype, e a lista só cresce. Tentando aprender todas elas, não se sai do lugar.

Enquanto, neste exemplo, HTML, CSS e JavaScript resolvem o mesmo problema de forma universal: aprende uma vez e usa sempre, seja web, desktop ou mobile, e ainda não mostram sinais de desaparecer tão cedo.

No fim, acho que nossos pontos se complementam perfeitamente: fundamentos sólidos resolvem o primeiro problema (a lógica), e tecnologias universalistas resolvem o segundo (a sintaxe), sem se perder no mar infinito de opções que surgem todo ano.