Excelente pergunta. O conteúdo que incentiva desativar o Defender (ou voltar a versões antigas “mais leves”) é realmente perigoso e bem mais comum do que o conteúdo responsável sobre o tema.
Além dos pontos já citados na publicação e do básico de higiene digital (não baixar qualquer coisa, não clicar em links suspeitos etc.), aqui vão algumas ações práticas e realistas que ajudam a reduzir a superfície de ataque:
1. Recursos nativos do Windows que muita gente deixa desativados
- Acesso a pastas controladas (Controlled Folder Access) → boa proteção contra ransomware.
- Integridade da memória (Memory Integrity / HVCI) → Segurança do Windows → Segurança do dispositivo → Isolamento do núcleo.
- SmartScreen ativado tanto no sistema quanto no navegador.
- Firewall do Windows sempre ativo (e, se possível, com regras mais restritivas para conexões de saída).
- BitLocker (ou Criptografia de dispositivo) → criptografa o disco inteiro.
- Usar conta padrão no dia a dia (não administrador) + UAC no nível recomendado.
2. Camadas extras gratuitas ou de baixo custo
- Manter o Microsoft Defender atualizado, com proteção em tempo real, proteção na nuvem e envio automático de amostras.
- uBlock Origin + navegador atualizado (LibreWolf, Firefox e similares costumam ser mais seguros que o Chrome em alguns cenários).
- DNS filtrado (Quad9, NextDNS ou Cloudflare for Families) → bloqueia muitos domínios maliciosos na origem.
- Bitdefender, Malwarebytes e Kaspersky (nas versões gratuita ou paga) podem ser utilizados como ferramentas complementares de segunda opinião.
- Gerenciador de senhas (Bitwarden é excelente e gratuito) + autenticação em dois fatores em tudo que for importante.
3. Sobre sistema operacional “mais seguro”
Linux (especialmente Fedora, openSUSE ou Ubuntu com AppArmor/SELinux) costuma ter superfície de ataque menor para o usuário doméstico médio, principalmente por:
- Menos malware focado nele
- Modelo de permissões mais restritivo por padrão
- Atualizações de segurança geralmente mais rápidas
Ainda assim, a maior vulnerabilidade continua sendo o usuário. Trocar de sistema operacional sem mudar o comportamento (mindset) resolve muito pouco.
Lembrando: não existe segurança absoluta. Todos os softwares e sistemas operacionais estão sujeitos a falhas.
4. Outras práticas de alto impacto
- Atualizações automáticas sempre ativas (Windows, drivers e programas).
- Backup 3-2-1 (local + externo + nuvem).
- Evite executar arquivos .exe ou scripts de fontes duvidosas. Quando quiser testar algo, utilize plataformas de análise de malware, como tria.ge, ANY.RUN e similares.
- Desativar macros em documentos Office por padrão.
Resumo: o Defender bem configurado + as proteções nativas acima + comportamento cuidadoso já colocam a maioria das pessoas em um nível de segurança bem acima da média. Ferramentas pagas (Bitdefender, ESET, Kaspersky etc.) adicionam camadas extras, mas não substituem o básico bem feito.
O mais importante continua sendo o que você já apontou: questionar todo conteúdo que chega na tela, especialmente os que prometem “deixar o PC mais rápido desativando proteção”.
E por último, não menos importante: cuidado com desinformações sobre o Windows.
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