Pra mim, ambas as visões tem seus pontos fortes e fracos.
A linguagem, ou o código em sí, vem perdendo relevância a cada nova geração de IA que está surgindo, e sei que elas estão chegando ao limite físico para as máquinas atuais, porém, isso pode ser uma barreira que lá na frente seja transpassada.
O fato é que não interessa se você vai gerar um código em JAVA ou em RUST ou em JAVASCRIPT se ele atende ao que se propõe, não tem falhas de segurança, tem eficiência para o porte da solução que está atuando, então tá pronto e 100%
Pra quem está aprendendo, é inútil perder 6 meses pra estudar uma linguagem qualquer que seja ela, e quando ele já tem um certo domínio o mercado já está diferente e essa linguagem já não tem mais tanta demanda. Bora o profissional estudar outra, pra poder entrar no mercado e novamente daqui a 6 meses o ciclo se repete.
O que tem grande estabilidade, para o aprendizado, são as tarefas que estão implícitas, conhecer arquiteturas diferentes, modelos de software diferentes, infra estrutura de redes, algoritmos, funcionamento dos sistemas operacionais coisas, que desde a década de 90 estão presentes e mudaram pouco e que de quebra fazem grande diferença entre um bom profissional e um mediano.
Eu acho super valido, sim usar livros de autores conceituados para aprender infra-estrutura, conceitos técnicos, lógica, pensamento algorítmico e sistêmico, fundamentos técnicos e bases teóricas para compreender qual a melhor arquitetura, quais os patterns que ele pode utilizar, qual a viabilidade técnica em relação a situação atual, compreender porque o overengineering é tão ruim quanto a falta de projeto.
Em paralelo, usar a IA para aquilo que ela faz de melhor, AUTOCOMPLETAR, os LLMs são muito bons em escrever seja um e-mail ou um trecho de código ou mesmo um artigo, o que eles são péssimos é em argumentar, escolher uma estrutura sólida para programar, porém, se ele consegue entender a sintaxe e compreender a lógica que foi gerada tá válido para aprender uma linguagem ou framework.
Lá na frente, conforme ele for evoluindo em conceitos, ele por si só, vai entender os erros que a IA cometeu, conseguir corrigir as falhas arquiteturais ou o excesso de camadas ou padrões que ela utilizou e amadurecer o código gerado. Ou seja, o código produzido mesmo pela IA vai acompanhar a "senioridade" que o programador tem.
Ela pode criar a base, para o ser humano, refinar.