o dinheiro está na venda dos livros (acredito que não) ou na influência de quem os recomenda? ou apenas crescer a comunidade dessa pessoa promovendo leitura?
Cara, faz um experimento: vai para o 3º andar de algum shopping na sua cidade e verifica se tem uma loja da livraria Leitura (https://leitura.com.br/) lá. Aposto que tem. Em todo shopping que já fui, tinha uma Leitura.
Vou repetir: rede social não é vida real.
sebo vende menos que paçoca em semáforo. fui esses dias em um sebo grande, e o cara disse que estava tudo encalhado.
Pergunta para o padeiro se ele tá vendendo bem e ele provavelmente vai dizer que não, mas todo mundo come...
Você mesmo disse: sebo grande. Se vendesse mal, não seria grande. É hábito de lojista brasileiro chorar e fingir que tá vendendo mal para evitar roubos. E é hábito de assaltantes perguntarem para os lojistas se eles tão vendendo bem para selecionar o melhor lugar para roubar. Brasil, irmão.
nem precisa ir muito longe: no dia a dia, quantas pessoas você vê com um livro na mão e quantas estão no celular.
Para ler um livro de verdade você precisa se concentrar. A rua de uma cidade é, provavelmente, o pior lugar possível para conseguir se concentrar em alguma coisa. Eu já tentei ler em ônibus, por exemplo; é extremamente desagradável. Não fiquei nem 2 semanas fazendo isso, desisti da ideia.
As pessoas leem em casa, bibliotecas ou em outros lugares reservados onde possam se concentrar. Por que você acha que em bibliotecas é proibido fazer barulho?
Então realmente você não vai ver pessoas com livros nas mãos por aí, brother. Elas provavelmente deixam os livros em casa, ou no máximo transportam o livro dentro da mochila/bolsa e você não vai ver.
Agora vamos usar dados: https://conteudo.cblservicos.org.br/serie-historica-2025
Entre 2016 e 2025 o mercado do setor diminuiu 24,8%. Entre 2024 e 2025 ele cresceu 3,3%.
O mercado de obras gerais cresceu 11,2% entre 2016 e 2025 e cresceu 4,3% entre 2024 e 2025.
Para você ver, apesar do setor como um todo ter diminuído até 2024 (e voltou a crescer depois disso), o mercado de obras gerais só aumentou no mesmo período.
Eu vou repetir porque é realmente importante: rede social não é vida real. Redes sociais criam um universo paralelo completamente distorcido da realidade, influenciado pelos algoritmos. Esses algoritmos foram feitos para dar lucro para as empresas, não foram feitos para informar as pessoas.
Como o algoritmo foca em roubar o máximo de atenção possível do usuário, ele acaba criando uma distorção da realidade onde mostra mais do que chama a atenção do usuário e menos do que não chama. Isso reforça o viés de confirmação na mente do usuário porque ele vê mais do que quer ver.
Vou dar um exemplo real: nas redes sociais as pessoas adoram reclamar que as pessoas leem pouco hoje em dia. Blababla "a nova geração não lê", blablabla "a nova geração só fica no celular".
Mas pensa: em que época você acha que as pessoas liam mais? Hoje ou há 300 anos atrás?
Nem precisa voltar muito no tempo. Antes da industrialização, livro era copiado manualmente. Livro era coisa de rico. Livro levava anos para sair do país do autor e ir para outro país, isso quando saía.
Essa visão de que "hoje em dia as pessoas leem menos" é totalmente enviesada por rede social. Na vida real, antigamente só gente rica lia. Os pobres eram majoritariamente analfabetos. Pobre ler livro é uma novidade na história da humanidade.
Meus avôs eram analfabetos. Nunca leram nem sequer uma placa, tão pouco um livro. Meus pais não terminaram o ensino fundamental. Mal conseguem ler um parágrafo, leem com muita dificuldade. Nunca leram um livro inteiro na vida, no máximo trechos da Bíblia.
Entendeu? Essa é a vida real, cara. Bem diferente do que as redes sociais falam.
