Em tempos de IA, código limpo ainda importa? Uma reflexão...
Na parte de "Fonte" desse artigo tem o link da matéria que me intrigou. Esse é o comentário e reflexão que fiz. Vão lá apoiar!
É uma discussão realmente polêmica. Eu mesmo, entrei na programação pela paixão pela lógica e a resolução de problemas. Não necessariamente por "resultados onde o código é só um meio para um fim, totalmente descartável".
"O desafio deixa de ser a escrita da sintaxe e passa a ser em resolver problema", eu concordo. Mas não foi sempre assim? O ponto é que resolver problemas em CÓDIGO já não é mais tão útil. Não importa quase nada o seu algoritmo ser exatamente do jeito que é.
Eu sinto que, ao invés de escrever relatórios do zero e evoluir nossas ideias com ela, estamos apenas imprimindo os papéis e revisando erros de pontuação e lógica. Até que ponto "programar" pode ser considerado o que já foi um dia quando há outra ferramenta "programando" por você? Fazendo código, de fato, como você fazia antes.
Vai - se já não está havendo - uma mudança total do paradigma de programação. Isso me assusta, mas também me traz a reflexão do vídeo "O fim da programação" do Filipe Deschamps na última análise do cenário que ele fez, onde ele cita as mudanças que ocorreram no mundo, na programação (que não foram poucas), e sempre nos adaptamos.
Aqui eu levo comigo a Esperança dita pela Angela Duckworth no livro "Garra: o poder da paixão e da perseverança", que não significa achar que vai ficar tudo bem e perfeito, mas que se tudo der "errado", basta tentar novamente, e se não der, tentar outra abordagem. Evoluir, de fato.
Sempre haverá espaço no mundo para pessoas com paixão em raciocínio lógico e resolver problemas. Nesse ponto, o "código" que faz isso pra nós hoje, em 10-20 anos será outra coisa. E tudo bem. Deveríamos aprender com a solução de problemas. Toda solução pronta exige desapego do problema, de se afastar para pensar melhor e avançar. Desapegar, mas ainda se importando, com o código, pode ser o caminho.