Tenho uma trajetória bem parecida. Estou há cerca de cinco anos na área e, embora meu objetivo sempre tenha sido atuar como fullstack, minha facilidade em construir interfaces e resolver problemas visuais acabou me levando cada vez mais para o frontend, tanto web quanto mobile.
Também senti esse incômodo de ser colocado nessa “caixinha” e, em algum momento, cheguei a me preocupar bastante com os rumores sobre IA e o futuro da área. Mas, com o tempo, percebi que ainda haverá muito trabalho que exige contexto, senso crítico e responsabilidade. A IA pode acelerar a implementação, mas alguém ainda precisa entender o problema, validar regras, garantir segurança, tomar decisões técnicas e entregar algo que realmente funcione para o negócio.
Acho válido usar o tempo livre para manter vivo esse lado que você sente falta: estudar backend, infraestrutura, arquitetura e banco de dados, mas principalmente aplicar isso em projetos próprios. Pequenos projetos, freelas ou automações podem ajudar bastante a recuperar essa visão de ponta a ponta e evitar que o conhecimento fique apenas na teoria.
E não acho que seu questionamento seja exagerado. Pelo contrário: se preocupar em não ficar limitado a executar telas, querer entender o sistema e buscar mais impacto técnico são sinais de alguém que se importa com a própria evolução. Isso, por si só, já demonstra maturidade profissional.