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Será que o problema está no currículo ou no algoritmo?

Há alguns dias venho me perguntando se há algo errado com o meu currículo.
Aplico para diversas vagas, grandes e pequenas, e o retorno costuma demorar — quando vem. O curioso é que sempre atendo aos requisitos solicitados. Mesmo com mais de cinco anos de experiência na área, às vezes começo a duvidar da minha própria capacidade.

Essa sensação se intensifica quando leio estudos que afirmam que a inteligência artificial tem reduzido nosso senso crítico, nos tornando dependentes dela para pensar e resolver problemas.
Passamos a delegar o raciocínio, e isso me leva a refletir: será que estamos perdendo, pouco a pouco, o valor do pensamento humano no processo?

Tenho me questionado continuamente para tentar entender o que os recrutadores realmente buscam quando abrem uma vaga no LinkedIn ou no Gupy.
Será que procuram:

  • Experiência comprovada em carteira ou contrato PJ?
  • O melhor "vendedor" da própria história, aquele que domina a arte de se promover?
  • Ou apenas o profissional com o GitHub cheio de commits, mesmo que nem todos os projetos tenham um propósito real, mas sirvam para manter o "verde" do perfil?

Sendo sincero, tenho várias ideias, alguns aplicativos próprios em funcionamento em indústrias de álcool, mas não sou aquele profissional que vive atualizando o LinkedIn nem enchendo o GitHub de repositórios.
Pra ser honesto, meu último post no LinkedIn foi um vídeo de Arduino, de quando eu era um adolescente fascinado por automação.

Esses questionamentos despertam um sentimento ambíguo: será que não sou bom o bastante tecnicamente ou apenas não sei "vender" meu currículo?
Ou talvez falte algum ponto-chave que os recrutadores esperam ver — mas não dizem?

O filósofo Mário Sérgio Cortella costuma dizer que "fazer o teu melhor, na condição que você tem, enquanto você não tem condições melhores para fazer melhor".
E talvez seja isso: entender o mercado de trabalho hoje exige humildade, autenticidade e consciência de que cada trajetória tem seu tempo.
No fim, o que conta é continuar tentando — com propósito, paciência e aprendizado constante.

Mas no final do dia, tem que ter o sabor programador, sabe?
Aquele tempero do código sujo às 2h da manhã, a persistência de quem apaga o erro e tenta de novo.
Porque currículo bonito é bom, mas história vivida tem peso.
E é isso que o algoritmo não mostra.

Minha ideia não é seguir vídeos milagrosos que prometem emprego em 20 dias com o "bot do momento".
Quero, antes, compreender de fato o que torna um currículo bom — não apenas visualmente, mas em essência.
Como transformar experiência em narrativa, e conhecimento em conexão.

Hoje, não estou necessariamente em busca de um emprego.
Aplico para algumas vagas apenas por curiosidade, pra não perder a sensação de desafio e aprendizado contínuo.
Afinal, talvez o maior emprego que possamos ter seja o de nunca parar de nos reinventar.


💭 E você, já duvidou do seu próprio currículo? O que acha que realmente conta na hora de ser notado por um recrutador?

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Eu não consigo falar muito sobre Gupy, mas o que me chamou atenção é que você comentou que não tem costume de atualizar muito o LinkeIn, no sentido de ser ativo com postagens por lá e acho que isso tá tudo bem.

Considerando que nunca acessei seu currículo ou vi seu perfil do LinkedIn, fiquei me questionando se você colocou descrições que demonstrem o seu trabalho em cada uma de suas experiências. É sempre interessante citar a stack com que trabalhou, qual o objetivo do projeto (de forma concisa e objetiva, sem revelar detalhes internos) e como você conseguiu contribuir para o projeto. Isso também deve constar no CV.

Algumas pessoas ainda falam que é interessante colocar estatísticas do tipo "melhorei performance tanto por cento em tal feature do projeto". Eu, particularmente, penso que às vezes é dificil a gente conseguir fazer esse tipo de estimativa, mas se você conseguir descrever as suas contribuições e como elas impactaram o projeto, enrique mais seu currículo.

Se você consegue fazer essas descrições das suas atividades e mostrar o quão importante foi o seu trabalho, não acho que ser uma pessoa que faz postagens assiduamente vai impactar suas chances

Agora, tem lado de que o mercado tá bastante concorrido e cada vez mais difícil de conseguir encantar com o currículo e entrar no processo seletivo.

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