Executando verificação de segurança...
2

ok. Mas tem um ponto que ninguém está contando e que extrapola TI: a IA não está só substituindo “trabalho trivial”, ela está eliminando o degrau “pago para aprender” em todas as áreas intelectuais.

Não há mais “primeiro cliente ou patrão” que aceite pagar enquanto você erra e aprende. A IA erra muito mais rápido.

Era esse degrau que financiava a transição iniciante -> especialista. Quando ele some, o problema deixa de ser “mercado ruim pra junior” e vira colapso do próprio sistema.

Se não tem júnior agora, daqui 5 anos não haverá pleno. Daqui 10, não haverá sênior..

Carregando publicação patrocinada...
-1

Faz sentido, mas não encontrei dados que comprovem (sem sombra de dúvida) esse argumento.

Vemos sim uma diminuição na contratação de dev iniciante, mas a hipótese que você colocou carece de base. Até porque os iniciantes poderiam ser contratados para programar com auxílio de IA. Isso seria bem melhor do que sobrecarregar um senior.

Além disso, se a IA substitui os juniors, então de fato não precisamos de juniors e a hipótese do colapso também não tem sustentação. Isso porque provavelmente essa hierarquia (junior, pleno e senior) seria corrigida pelas novas ferramentas, mas o mercado precisa de tempo para concretizar esse efeito.

Eu colocaria a hipótese de que estamos em um período transiente, onde percebemos que as IAs são produtivas como os iniciantes mas a hierarquia ainda não foi ajustada. Se estiver correta, veremos vagas de junior pedindo proficiência em ferramentas com inteligência artificial no próximo ano.

Nessa nova estrutura, a senioridade seria determinada pelo domínio de fundamentos e pensamento crítico.

Agora o que realmente me preocupa é a formação de mão de obra. Se as faculdades estão atrasadas hoje, imagina no ritmo exponencial da Era das IAs.