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Isso é muito legal. E acho que abre possibilidades que muita gente ainda não percebeu.

Linux, Windows e praticamente todos os sistemas operacionais que usamos são projetados para propósito geral. Precisam funcionar razoavelmente bem em milhares de hardwares e cargas de trabalho completamente diferentes. E isso implica uma infinidade de compromissos de engenharia.

Só que o melhor sistema operacional para rodar um banco de dados não é o melhor para executar um jogo, um servidor HTTP ou uma aplicação de processamento numérico.

Esquece aquela discussão de qual é mais rápido, Linux ou Windows. A pergunta certa qual política de escalonamento, gerenciamento de memória e I/O é melhor para a minha carga de trabalho?

Experimentar diferentes políticas. Rodar benchmarks, analisar os resultados e iterar.

Boa parte disso já é feito para certas aplicações. O problema sempre foi o custo de engenharia necessário para explorar todas as possibilidades.

E nem precisamos parar na configuração do Kernel. Com agentes de IA podemos explorar modificações no próprio kernel, kernels especializados, unikernels e arquiteturas que até ontem eram economicamente inviáveis.

A IA não vai acabar com o software. Vai tornar possível um nível de especialização que hoje mal conseguimos imaginar. E, eventualmente, até o hardware entra nessa história

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Meus 2 cents,

Pois eh, as possibilidades de customizacao do S.O. por funcao ficam bem interessantes.

No passado, quando iamos montar um firewall baseado em Linux e em hardware limitado, um dos passos era identificar o hardware com exatidao e compilar o kernel apenas com os modulos necessarios e escolher a dedo quais os programas que iam ser instalados (slackware feelings), tanto para otimizar o processamento quanto para diminuir a superficie de ataque disponivel.

Com o avanco do hardware e amplo acesso a memoria, disco e CPU, conheco poucos DevOps que ainda fazem este tipo de customizacao.

Mas como voce colocou, pode ser o retorno a este tipo de perfil, juntando ainda a questao de necessidade do S.O. ter acesso rapido a correcoes zero-day.

Imaginemos: um unikernel ou imagem hiperespecializada sem sequer ter shell, fork, exec ou ferramentas de rede genericas para um atacante explorar apos um exploit de memoria.

Ou uma instancia de banco de dados rodando direto sobre drivers de I/O com escalonadores feitos sob medida para concorrencia daquele engine especifico, eliminando camadas inteiras de overhead de troca de contexto de OS generico (o que arranhamos com uso de containers, da para ir a locais inimaginados)

Obrigado pelo comentario !

PS: Fazia tempo que nao via teus comentarios por aqui - que bom voltar a le-lo !

Saude e Sucesso !


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