É exatamente o que falamos quando há discussões em que, por exemplo, o inglês é empurrado como requisito obrigatório para programar, o que não é verdade. Tanto que temos um ecossistema inteiro em português e em código livre para provar que qualquer pessoa pode expressar código em sua língua materna.
Mas vamos além: as pessoas se esquecem dos dias em que não eram boas em alguma coisa, ou quantos dias (e noites, considerando que dormir é fundamental para absorção de conhecimento) levou para se dominar algo. No alto de suas experiências, os mais experientes resolvem tudo com "é fácil", o que na verdade é apenas uma forma de fazer com que os outros não sejam capazes de assimilar na mesma velocidade.
Há um excelente livro do Daniel Kahnemann, "Pensando, Rápido e Devagar" que explica o conceito de espingarda mental logo no começo dele. A espingarda mental, quando somos perguntados sobre algo, o cérebro traz esse algo e mais 10 coisas relacionadas a este algo, ao invés de trazer informações uma a uma. Uma pessoa mais sênior possui espingardas mentais muito afiadas, enquanto que uma pessoa júnior sequer formou esses blocos de memória (ou esquemas, como dito no seu texto).