Dúvidas sobre qual universidade EAD escolher hoje na área de T.I
Olá Pessoal, já li alguns temas similares aqui no TabNews, também li sobre no Reddit..
Acho que a resposta que vocês derem, poderá ajudar tanto a mim, quanto a pessoas com as mesmas dúvidas e indecisão.
No reddit, é tudo podre e não tem nenhuma que preste a não ser pública... O que não deixa de ser verdade também.
Sabemos que a realidade do Brasil na parte academica, chega a ser decepcionante em T.I quando pensamos em bacharelado ou tecnólogo no formato EAD. Existem diferentes realidades e situações, que fazem a pessoa não poder realizar a faculdade presencial, seja por custos, quanto tempo...
Eu mesmo, há alguns anos atrás, entrei em faculdade federal com 18 anos, entretanto, tive que evadir o curso no 3 semestre. Na época, estavamos com aulas emergentes e no terceiro semestre, voltaram as aulas presenciais e tive que sair de SP e ir para outro estado, sem família e sem apoio financeiro, só eu comigo mesmo. A situação não foi fácil, ainda mais que a faculdade era integral, e é uma triste realidade para milhares de estudantes pobres, e temos taxas altas de evasão por conta disso, ainda mais que diversos estudantes precisam sair da sua cidade natal e viajar para outra cidade ou estado.. E geralmente as faculdades são integrais, o que dificulta mais ainda.
As universidades privadas, são uma porta de saída, visto que a maioria oferece ensino no período noturno, o que faz, com que conseguimos tentar conciliar trabalho e estudo.
Eu havia inclusive passado em uma federal em Eng. Software, porém, o curso era integral.. Depois do que sofri em outro curso integral, kkkkk, optei para ir para uma privada.
Com essa introdução, eu consegui uma bolsa com o PROUNI 100% e consegui ingressar em uma IES privada, inicialmente Eng. da Computação e depois mudei para Eng. Software da Unicesumar, ambos no EAD. Tentei por 1 semestre fazer presencial o curso, entretanto, as aulas eram lentas, tediantes e era um pouco frustante, como inicialmente era a base, eu já conhecia as coisas e tinha que rever tudo de uma vez.. O que me fez lembrar que eu consigo aprender sozinho e ainda mais pra T.I é necessário que a pessoa faça tudo por fora, pois a faculdade não trará tudo. Dito isso, voltei ao EAD, para fazer meus próprios horários e minha rotina. Até relembrando uma frase do falecido Pr. Pier Pierluigi.
“Por incrível que possa parecer, é mais importante o tempo que você passa estudando sozinho do que aquele que passa assistindo às aulas”
Em outras palavras, nós, universitários, assistimos aula.. E estudar? Estudamos sozinho (Ou deveriamos fazer isso). Aprender sozinho e não somente, estudar para prova na correria e depois da prova, esquecermos tudo.
Comentei as coisas acima, até para, aqueles que estão pensando ou perdidos... Uma hora esse texto chega para ver se ilumina alguém rsrs.
Com a introdução, posso afirmar que é necessário sempre estudarmos por fora, em qualquer curso. Hoje, eu entendo que a vantagem do ensino presencial, é pelo networking principalmente, mas, podemos tentar coisas similares no EAD, com conexões no Linkedin, indo a feiras de T.I e assim indo. Eu mesmo, conheci nos últimos 6 meses, quase 10 pessoas que cursam Eng. Software, seja EAD ou remoto, onde moro, somente indo praticar alguns hobbies.
Pensando agora na graduação e na universidade/faculdade. Hoje temos diversas opções de Uniesquinas... Pensando de maneira geral e pelas avaliações:
Descomplica: Péssima, já até cursei alguns dias, porém o conteúdo é relativamente muito fraco, para quem está começando, o curso pode não ajudar a pessoa, imagino que deva deixar mais lacunas que algumas outras Uniesquinas.
Atualmente, faço na Unicesumar, por conta de ter a possibilidade de ter livro fisico das matérias e gratuitamente, esse contato com livro fisico, é melhor que um PDF, na minha visão.
Embora sabemos das lacunas que as faculdades EAD trazem, faculdades presenciais, também trazem lacunas, já vi alguns profissionais formados em federal, não sabendo nada, enquanto outros do EAD, sabendo tudo e um pouco mais. O que mostra, que não é só faculdade e sim, dedicação e todo o combo completo. Pensando em grade curricular, quais faculdades vocês acham mais completas?
Hoje, estou pensando em migrar da Unicesumar, para algumas faculdades, por possuirem uma grade curricular melhor. Pelo menos, para introduzirem algo, imagino que façam e o restante eu que lute kkkkk
Pensando na grade curricular: qual faculdade EAD de Engenharia de Software vale mais a pena?
Falando especificamente de grade curricular — não de metodologia, preço ou suporte — dá para fazer uma comparação bem honesta entre as opções disponíveis hoje, olhei as grades curriculares dos cursos nas seguintes universidades, não considerei outras..
*ULBRA (Universidade Luterana do Brasil) tem uma das grades mais completas e modernas entre todas que analisei. São 3.260 horas em 8 semestres, e o que chama atenção não é só o volume, mas o que ela inclui que as outras simplesmente não têm. Enquanto a maioria das EADs sequer menciona o assunto, a ULBRA já coloca Computação em Nuvem, Containers e DevOps como disciplina própria no 4º semestre. Tem UX/UI Design, FinOps — que é gestão financeira de nuvem, algo que raramente aparece até em pós-graduações —, Métricas e Estimativas de Software, Auditoria de Sistemas, Inteligência Artificial Generativa, Padrões de Projetos, Complexidade de Algoritmos, Gerência de Configuração e Arquitetura de Software já no 3º semestre. Ainda por cima, tem duas disciplinas eletivas de livre escolha e quatro módulos de prática integrada em laboratório de engenharia de software. Para quem quer que a grade introduza de verdade o que o mercado usa, a ULBRA entrega bem pela minha avaliação.
Uninter A grade completa prova isso. São 3.210 horas distribuídas em 17 UCFCs, com um nível de detalhamento que poucos cursos EAD alcançam.
Logo nos fundamentos já aparecem Cálculo Diferencial e Integral, Design de Interação, Probabilidade e Estatística e Banco de Dados Relacional. Nos semestres intermediários vêm Engenharia de Requisitos, Arquitetura de Sistemas, Qualidade de Software, Métricas e Estimativa de Software, Modelagem de Processos e Negócios, Estrutura de Dados e Segurança em Sistemas de Informação. Até aqui já é uma grade sólida.
Mas o que diferencia a Uninter de verdade vem nos blocos finais: tem um UCFC inteiro chamado "Gestão e Integração de Software" com DevOps e Integração Contínua, Gestão de Projetos com Métodos Ágeis e Pesquisa Operacional. Tem outro chamado "Dados, IA e Sustentabilidade" com Inteligência Artificial Aplicada e Visualização de Dados e Storytelling. Tem "Verificação e Avaliação de Software" com Gerência de Configuração e Evolução, Testes de Software e Testes de Aplicativos Móveis separados — o que nenhuma outra faz. Tem "Integração em Nuvem" com Arquitetura e Desenvolvimento de APIs e Desenvolvimento Web Back End. E fecha com Cibersegurança para Desenvolvedores, Governança de TI, Direito Cibernético, Banco de Dados NoSQL e Desenvolvimento Mobile Multiplataforma.
E o que talvez seja o maior diferencial: quatro disciplinas eletivas, cada uma com três opções reais para escolher. As opções incluem Computação em Nuvem, Machine Learning, Segurança em Ambiente Web, Big Data, Deep Learning, Natural Language Processing, Sistemas Distribuídos, Banco de Dados em Nuvem, IA Generativa Aplicada a Sistemas e Contramedidas de Segurança Cibernética. O aluno consegue montar um caminho de especialização dentro do próprio curso.
Para fechar, tem Estágio Supervisionado de 360 horas, TCC, três blocos de Atividades Extensionistas e três Projetos Interdisciplinares.
Comparando com as demais: a Uninter tem DevOps, que a Uniasselvi e a Unigran não têm. Tem quatro eletivas com opções reais, enquanto a ULBRA tem duas e as outras nenhuma. Tem Testes de Mobile como disciplina separada, IA Generativa como eletiva, estágio de 360 horas e Direito Cibernético — combinação que não aparece em nenhuma outra grade analisada. Na prática, Uninter e ULBRA disputam o topo dessa comparação com perfis levemente diferentes: a ULBRA é mais forte em teoria da computação e tem FinOps e Complexidade de Algoritmos como disciplinas fixas; a Uninter é mais forte em especialização prática, com as eletivas, o estágio obrigatório e um bloco dedicado inteiramente a testes.
Uniasselvi é uma vice-líder que surpreende bastante. A grade real tem 45 disciplinas ao longo de 8 semestres, e um diferencial que poucas têm: uma "Experiência Profissional" por semestre, do primeiro ao último — são 6 ao total, cada uma com foco diferente: banco de dados relacional, levantamento de requisitos, análise e projeto de sistemas, mineração de dados, design patterns e tecnologias emergentes. Além disso, tem Estimativas e Métricas de Software, Modelos de Qualidade de Software como disciplina separada de Testes, Padrões de Projeto, Mineração de Dados, Sistemas e Aplicações Distribuídas, Consultoria e Implantação de Software, Teoria da Computação e Probabilidade e Estatística. O volume de disciplinas específicas de engenharia de software é um dos maiores entre todas. O que falta: DevOps e nuvem não aparecem como disciplinas explícitas.
Unigran tem uma característica que diferencia ela das demais: estágio supervisionado por dois semestre (Pelo menos é o que dizem). A grade é equilibrada, com Inteligência Artificial Aplicada já no 1º semestre, dois semestres de Redes, dois de Sistemas Operacionais, Verificação e Validação de Software, Gerência de Configuração, Governança de TI, dois semestres de Desenvolvimento Web, Programação Mobile, Sistemas Distribuídos e Auditoria. O que falta: DevOps, nuvem, UX/UI e métricas de software.
Unicesumar organiza o curso em 16 módulos bimestrais de 2 disciplinas cada, o que dá um ritmo diferente das outras. A grade tem Manutenção de Software, Paradigmas de Linguagens de Programação, Teoria da Computação, Arquitetura de Software, Qualidade de Software, Inteligência Artificial, Programação Mobile e Tecnologias Emergentes. Tem também quatro "Experiências Profissionais" bem focadas: projeto de segurança, desenvolvimento de aplicação, projeto arquitetural e fábrica de software.
Mas é aqui que aparece uma lacuna que chama atenção: a Unicesumar não tem Cálculo, não tem Álgebra Linear, não tem Geometria Analítica e não tem Probabilidade e Estatística na grade. Para um bacharelado em Engenharia de Software, isso pesa. Enquanto a Uninter traz Cálculo Diferencial e Integral, Probabilidade e Estatística e Raciocínio Lógico como disciplinas próprias, e a ULBRA tem Fundamentos de Cálculo no 7º semestre, a Unicesumar simplesmente não oferece essa base matemática formal.
A base matemática não é enfeite em engenharia — ela aparece quando você vai entender algoritmos de otimização, modelos de machine learning, análise de complexidade computacional e até criptografia. Não ter isso na grade não significa que o aluno não vai aprender, mas significa que vai ter que correr atrás sozinho, sem nem a introdução que a faculdade poderia dar.
Universidade La Salle tem uma grade com Inteligência Artificial, Arquitetura, Requisitos, Qualidade, Testes, Mobile e Desenvolvimento Web, mas é a mais enxuta em termos de profundidade técnica de engenharia de software. Sem DevOps, sem UX, sem métricas, sem teoria da computação — a grade é mais operacional e voltada para fazer, menos para entender os fundamentos da área.
Unisa A grade mistura Engenharia de Software com matérias de engenharia tradicional — Cálculo I e II, Física Geral em Energia e Mecânica, Ciência dos Materiais, Fenômenos de Transporte, Eletrônica. Isso não é necessariamente ruim: é um perfil mais próximo do que o CONFEA exige de um engenheiro completo. Mas significa que uma parcela significativa da carga horária vai para disciplinas que não são software. Para quem quer o diploma pesado com base mais ampla, pode fazer sentido. Para quem quer focar em desenvolvimento, é uma troca que vale considerar com cuidado.
No fim das contas, e isso vale para qualquer uma dessas opções: a faculdade deveria introduz, e eu que lute com o restante. Mas se a grade não introduz nem isso, você começa do zero sozinho mais cedo ainda. Então faz diferença sim escolher onde tem mais porta de entrada (Na minha opinião), mesmo que a profundidade de verdade venha de nós.