Eis a minha crítica contra IA. Na verdade, eu não tenho nada contra o uso de LLMs em si; o problema é como as pessoas usam. Basicamente, como se fosse um wizard para qualquer coisa ("next, next, next, finish"). E é esse o problema: agora todo mundo acha que é gênio.
Vários clientes de diversas empresas de desenvolvimento somem por um tempo dizendo que irão fazer seus próprios sistemas. Depois de meses tentando resolver bugs, eles retornam. Blz!! 🙂
Hoje, minha principal fonte de renda é justamente corrigir sistemas bugados construídos na base do "vibe code". O problema é justamente que pessoas que não têm o menor conhecimento querem sair criando o próximo sucesso. É como se dessem um auto-tune para cada pé de cana em cada esquina, e todos eles saíssem achando que serão o próximo ganhador do Grammy.
E aí surge isso... Quando você vai analisar tecnicamente, sem nem ir tão fundo, não existe sistema operacional ali; existe uma aplicação simulando parcialmente alguns comportamentos de um SO — e ainda por cima claramente cospido por uma LLM.
Não é desmerecer o garoto. O problema é transformar qualquer protótipo gerado com assistência de IA em "gênio revolucionário da computação", e nesse caso especial a culpa é da midia... Criar um sistema operacional de verdade envolve gerenciamento de memória, scheduler, drivers, interrupções, syscall, bootloader, filesystem, arquitetura de kernel e uma quantidade absurda de engenharia que simplesmente não desaparece porque alguém escreveu um prompt.
A IA virou uma muleta tão forte que muita gente já não consegue diferenciar "eu construí" de "eu pedi para a IA montar e copiei o código dela". E isso está criando uma geração de pessoas que sabem copiar resultado, mas não entendem absolutamente nada do que estão executando e, quando quebra, não sabem consertar