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O framework criado por um pai em 2006 dominou a internet antes de qualquer gigante da tecnologia

Em 2006, um programador independente chamado John Resig estava farto de um problema que irritava todo o mundo: o JavaScript se comportava de forma diferente em cada navegador. Enquanto Microsoft, Google e Amazon tinham exércitos de engenheiros, ele tinha uma ideia limpa e uma conferência na frente dele.

O que ele apresentou na BarCamp NYC naquele ano mudou a web para sempre. Ele chamou de jQuery, e a magia estava no símbolo $().

Nesse mesmo ano, nascia a minha filha. Dois inícios que marcaram a minha vida.

A adoção foi imediata e avassaladora. O WordPress adotou o jQuery oficialmente em 2007, injetando-o em milhões de sites de uma vez só. Em seguida, Google, Microsoft e Amazon começaram a hospedar o jQuery nos seus próprios CDNs, distribuindo o código de um programador independente em escala global. Isso não acontece por acaso. Acontece quando algo é genuinamente bom.

Agora olha para o lado oposto.

A Microsoft criou o .NET entre 1999 e 2000, lançando-o oficialmente em 2002. O problema a resolver era real e legítimo: uma plataforma moderna, orientada a objetos, com garbage collection e suporte a múltiplas linguagens como C#, VB.NET e F#. Empresas como Accenture, IBM e grandes bancos migraram imediatamente, arrastando infraestruturas inteiras para dentro do ecossistema Microsoft.

Parece uma batalha desigual, certo? De um lado, um programador sozinho. Do outro, uma das maiores empresas tecnológicas do planeta com clientes corporativos de peso. O resultado devia ser óbvio.

Não foi.

O jQuery ganhou.

Os dados são irrefutáveis. O Stack Overflow Developer Survey mostrou o jQuery como a tecnologia mais usada por mais de uma década consecutiva antes de ser ultrapassado pelo React. O site W3Techs, que rastreia tecnologias em milhões de sites reais, registou o jQuery presente em mais de 77% de toda a web. Em 2019, no seu pico, estava em 80% dos top 1 milhão de sites do mundo. O npm, LinkedIn, Indeed e Glassdoor confirmavam o mesmo padrão nas vagas de emprego durante anos seguidos.

Nenhuma campanha de marketing fez isso. Nenhum contrato corporativo. Foi a comunidade open source a escolher livremente o que resolvia melhor os seus problemas.

Projetos meus ainda correm sobre jQuery hoje, com performance e estabilidade invejáveis. Há algo de elegante numa ferramenta que sobreviveu a todos os ciclos de hype.

Mas a tecnologia não para. React, Angular e Vue foram chegando, e o jQuery foi cedendo o protagonismo gradualmente. O detalhe fascinante? Em 2025, o W3Techs ainda regista o jQuery em 77,8% dos top 10 milhões de sites. Grande parte disso é uso legado, código que ninguém migrou e que continua a funcionar silenciosamente, décadas depois.

Há algo de poético nisso.

Agora é a tua vez: já usaste jQuery ou .NET? Correram bem nos teus projetos? E hoje, que framework estás a usar? Deixa nos comentários, tenho mesmo curiosidade em saber como a tua jornada foi.

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