Não posso dizer que entendo plenamente o seu sentimento, mas me vejo em uma posição parecida.
Meus hobbies sempre estiveram ligados a tecnologia de forma bem ampla. Além de programação, sempre gostei de explorar áreas diferentes, desde hardware e eletrônica até design, edição de vídeo e outras ferramentas. Quando comecei a trabalhar como desenvolvedor, percebi que o mercado exige um certo nível de especialização e que seria difícil atuar profissionalmente em tudo que eu gosto ao mesmo tempo.
Hoje trabalho como desenvolvedor PHP fullstack, desenvolvendo APIs e aplicações web. Apesar de gostar do que faço, essa função representa apenas uma pequena parte de tudo que aprendi e dos assuntos que me interessam. Ainda assim, procuro entregar meu trabalho da melhor forma possível e buscar crescimento dentro da minha área.
O que me ajudou bastante a lidar com essa sensação de estar limitado profissionalmente foi investir em projetos pessoais sem me preocupar com retorno financeiro imediato. Tenho um canal no YouTube sobre cultura pop, desenvolvi um site para buscar cartas de TCGs, outro para ajudar na memorização de ideogramas japoneses e vários outros projetos que nunca chegaram a ser publicados.
No fim, percebi que não preciso encontrar toda a minha realização profissional em um único lugar. Meu trabalho paga as contas e me permite evoluir na carreira, enquanto meus projetos pessoais me dão espaço para explorar outras tecnologias e interesses que talvez nunca façam parte do meu dia a dia profissional.