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Na empresa que trabalho, temos um sistema de Gestão Pública Municipal (um grande ERP de Prefeitura).

O operacional vive uma realidade, precisa ser simples e ágil. A contabilidade é muito complexa. Cheia de regras e burocracias que o pessoal do operacional não consegue entender e executar.

O que me intriga é arquitetural: por que esse mercado se cristalizou em dois mundos? Os dois lados têm os mesmos dados: produto, cliente, NF, lançamento financeiro. A diferença é só quem olha. Em vez de UMA base e DUAS interfaces (uma pro operacional, uma pro contador), construíram DOIS sistemas que ficam a vida toda tentando se reconciliar via XML.

Temos que prestar contas para Tribunal de Contas, Governo Federal (eSocial e vários outros programas). Cada um funciona e pensa de uma forma. Cada um categoriza e entende um procedimento de forma diferente.

Em um sistema único, várias das regras e burocracias da contabilidade vão acabar vazando para o operacional e vice versa.

O meu ambiente é o ambiente público, pelo que entendi o seu é ambiente comercial, mas ambos compartilham desse problema.

Não tenho conclusão fechada. Mas tô convencido de que essa separação não é técnica, é histórica. Alguém aqui da área contábil ou de software fiscal pensa diferente? Curioso pra ouvir outras visões.

Na minha opinião, são os dois. Como citei antes, as regras e burocracias da contabilidade vazam para o operacional. Isso faz com que o operador também precise entender um pouco da parte contábil. E também como foi citado, mexer com a parte contábil gerar riscos que o operacional não quer assumir.

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