Você fez uma leitura excelente e concordo com a sua premissa central: nada substitui a prática no mundo real, assim como ninguém vira jogador de futebol profissional jogando no videogame. Se o app fosse vendido como a solução final ou um substituto para a vida real/terapia, ele seria sim inútil.
A ideia aqui não é criar uma 'bolha de conforto' ou vender fórmulas mágicas de internet, mas funcionar como uma ferramenta de transição (um 'treino de bancada') para quem está num nível de ansiedade social tão alto que travaria até ao tentar iniciar um chat digital simples.
Olhando por essa perspectiva:
Simulador de conversa: Não é para substituir o contato humano, mas para servir como um ambiente seguro sem julgamento. É o equivalente a treinar o chute contra a parede antes de entrar na quadra de verdade.
Gerador/Repertório: O objetivo não é fornecer frases para serem decoradas e repetidas roboticamente, mas ajudar a pessoa a perceber que as experiências do dia a dia dela já podem ser transformadas em assunto, estimulando a perda do 'branco' mental.
O app não é o destino final, é apenas a rodinha da bicicleta para quem ainda tem medo de dar as primeiras pedaladas na rua. No fim do dia, o sucesso do usuário é justamente deixar de precisar do app para ir viver a vida real.