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Pitch: Criei um app pra ajudar homens a desenvolver confiança social — AtitudeMasc

Título: Criei um app pra ajudar homens a desenvolver confiança social — AtitudeMasc

E ai, pessoal!

Nos últimos meses construí o AtitudeMasc, um app focado em ajudar homens a desenvolver confiança e habilidades sociais no dia a dia — puxar assunto, lidar com timidez, se sair melhor em apps de namoro, no trabalho, na academia, etc.

O que tem hoje:

  • Simulador de conversas (cenários rápidos e conversas completas de várias mensagens, com ramificações de acordo com a escolha)
  • Gerador de assuntos pra quando bate aquele branco
  • Desafios diários gamificados
  • Análise de perfil (foto e bio) usando IA
  • 9 exercícios de regulação emocional (respiração, grounding, reestruturação de pensamento, etc.)
  • Trilhas personalizadas de acordo com o objetivo de cada um

Fiz sozinho, do zero (front-end + Supabase no back-end). Tem um plano gratuito com bastante coisa liberada, e um Premium pago desbloqueando o resto.

Link: https://atitudemasc.vercel.app

Qualquer feedback — elogio, crítica, bug encontrado — é muito bem-vindo. Quero deixar isso o mais útil possível pra quem realmente precisa.

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Qualquer feedback — elogio, crítica, bug encontrado — é muito bem-vindo

Vamos lá então.


Acredito que deva existir realmente pessoas com falta de confiança, principalmente nos dias de hoje que a pessoa sequer sai de casa para comprar pão na padaria e quando vai é com fones de ouvido para não falar com ninguém.

Esse individualismo e egocentrismo cada vez mais permeado na sociedade gera pessoas frágeis, não apenas homens, mas qualquer pessoa.

No entanto, apesar de não ser nem de longe um profissional da área de saúde mental e comportamento, acho que um app não vai ajudar praticamente em nada se o problema é social. Me parece mais aqueles tipos de conteúdos ideológicos que tem surgindo aos montes na internet: alfa, beta, redpill e não sei mais o que...

Uma pessoa não se torna um bom jogador de futebol se ficar apenas jogando futebol no console ou PC, se ela não for ir na quadra/campinho jogar por mais que ela saiba de cor os movimentos, regras, táticas etc, ela não vai se tornar um jogador. É isso que eu imagino quando vejo um app como esse.

É claro, que existem casos que ajuda de um profissional da área de saúde mental é importante, mas não me parece que é a direção que seu aplicativo leva.

Veja: "Simulador de conversas", por que simplesmente não vai e conversa com alguém, mesmo que por meio digital tipo um chat? Para que simular?

"Gerador de assuntos", se você não tem repertório de assuntos para conversar, é sinal que o problema é bem pior, provavelmente vive das mídias sociais e vê pessoas conversando sem participar da conversa, apenas passivo, vive uma realidade que não te pertence. Por isso não tem repertório, e copiar de um gerador de assuntos não vai ajudar em nada se você não entende sobre o assunto.

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Você fez uma leitura excelente e concordo com a sua premissa central: nada substitui a prática no mundo real, assim como ninguém vira jogador de futebol profissional jogando no videogame. Se o app fosse vendido como a solução final ou um substituto para a vida real/terapia, ele seria sim inútil.

A ideia aqui não é criar uma 'bolha de conforto' ou vender fórmulas mágicas de internet, mas funcionar como uma ferramenta de transição (um 'treino de bancada') para quem está num nível de ansiedade social tão alto que travaria até ao tentar iniciar um chat digital simples.

Olhando por essa perspectiva:

Simulador de conversa: Não é para substituir o contato humano, mas para servir como um ambiente seguro sem julgamento. É o equivalente a treinar o chute contra a parede antes de entrar na quadra de verdade.

Gerador/Repertório: O objetivo não é fornecer frases para serem decoradas e repetidas roboticamente, mas ajudar a pessoa a perceber que as experiências do dia a dia dela já podem ser transformadas em assunto, estimulando a perda do 'branco' mental.

O app não é o destino final, é apenas a rodinha da bicicleta para quem ainda tem medo de dar as primeiras pedaladas na rua. No fim do dia, o sucesso do usuário é justamente deixar de precisar do app para ir viver a vida real.