[PITCH] Foi o aluno ou foi a IA? Criei um "replay" para atividades de programação
O problema
Na minha universidade, vi vários professores enfrentando o mesmo problema: os alunos entregavam códigos cada vez melhores, mas as entregas diziam cada vez menos sobre o que eles realmente haviam aprendido.
Uma vez ouvi um professor dizer: "Estamos avaliando alunos ou o ChatGPT?"
O aluno e o professor acabam presos em uma espécie de teatro acadêmico. O aluno finge que fez, o professor finge que acredita, e a avaliação continua como se nada tivesse mudado.
Todo professor conhece um código feito pelo ChatGPT, comentários explicando o óbvio, nomes perfeitinhos para tudo, abstrações que ninguém pediu, tratamento de casos que nem existiam no enunciado e, às vezes, até uns emojis para enfeitar.

Então me surgiu uma dúvida:
Como provar a autoria do código?
Olhando apenas para o código final, não dá.

Podemos analisar o estilo, procurar padrões e comparar soluções, mas tudo isso continua sendo uma tentativa de adivinhar. Um aluno pode escrever um código com “cara de IA”, assim como uma IA pode gerar um código perfeitamente comum.
Então eu decidi parar de olhar apenas para o resultado. E cheguei na conclusão: se o código final já não conta a história inteira, precisamos preservar o caminho até ele.
E como fazer isso?
Foi daí que nasceu minha primeira ideia. Onde passei a chamar de Dalivim.
Criar um ambiente de desenvolvimento virtual onde a atividade deixa de ser apenas um arquivo e passa a ser uma linha do tempo.

Cada alteração relevante no editor gera um evento. O código inserido ou removido, as execuções, os erros, as colagens, as pausas e as mudanças de contexto são organizados na ordem em que aconteceram.
As execuções também ficam vinculadas ao estado exato do código naquele momento. Assim, não sabemos apenas que o aluno executou o programa: conseguimos saber qual versão ele executou, qual foi o resultado e o que mudou depois.
Ao final, o código entregue não está mais isolado. Ele é o último estado de uma sequência que pode ser reconstruída.
Essa escolha de arquitetura possibilita reconstruir a sessão com precisão.
A caixa-preta dos professores

No mundo da aviação, quando algo dá errado, os investigadores não tentam descobrir o que aconteceu olhando apenas para os destroços. Eles recorrem à caixa-preta, que preserva uma linha do tempo do voo: comandos, condições, alertas e decisões tomadas ao longo do percurso.
A caixa-preta não julga o piloto e não aponta culpados. Ela registra fatos para que o acontecimento possa ser reconstruído com contexto.
Na programação, porém, ainda avaliamos como se apenas os destroços existissem. Recebemos o código final, observamos o resultado e tentamos imaginar tudo o que aconteceu antes dele.
O Dalivim parte de uma ideia parecida: criar uma espécie de caixa-preta da atividade de programação. Não para vigiar o aluno ou declarar automaticamente quem escreveu o código, mas para preservar o processo que normalmente desaparece no momento da entrega.
Quando o professor aperta o play
Vê o aluno começar do zero, testar uma ideia, encontrar um erro e voltar para corrigir. Ou vê 150 linhas surgirem de uma vez, depois de uma saída da página, sem nenhuma construção anterior.
Colagens, pausas, execuções, mudanças de aba e ritmo de digitação deixam de ser informações perdidas. Tudo passa a fazer parte da revisão.

Cada alteração no código passa a fazer parte de uma linha do tempo.
É possível ver quando o aluno começou, o que escreveu, o que apagou, quais erros encontrou, quantas vezes executou o programa e como chegou à solução final.
Colagens, saídas da página, períodos de inatividade, mudanças bruscas no código ou variações no ritmo de edição, sozinho, nenhum desses sinais prova fraude.
Colar código não significa necessariamente usar IA. Sair da página não significa necessariamente procurar uma resposta. Digitar rápido não transforma ninguém em suspeito.
Mas, quando esses acontecimentos são colocados na ordem em que ocorreram, o professor recupera algo que havia perdido: contexto.
A decisão continua sendo humana. A diferença é que ela não precisa mais ser tomada olhando apenas para o resultado final.

Crie. Compartilhe. Revise.
O Dalivim foi pensado para não criar mais trabalho para o professor.
O fluxo é simples:
Crie uma atividade de programação e defina as instruções.
Compartilhe o acesso com a turma para que os alunos desenvolvam a solução em um ambiente controlado.
Revise as entregas com o código final, as execuções e o histórico completo da sessão no mesmo lugar.
O professor não precisa assistir a todas as sessões do começo ao fim. O Dalivim organiza os principais acontecimentos da atividade e permite ir diretamente aos momentos que merecem atenção: grandes colagens, mudanças bruscas, períodos fora da página, execuções e alterações relevantes.
Minha visão como Founder
Construir a tecnologia é apenas uma parte do trabalho. A outra é descobrir como ela se comporta diante de uma turma real, com limitações, exceções e rotinas que nenhum ambiente de testes consegue reproduzir.
Não se trata de vigiar cada tecla nem de transformar todo aluno em suspeito.
Trata-se de devolver significado à avaliação de programação em uma época em que gerar uma resposta pronta se tornou fácil, mas demonstrar aprendizado continua sendo essencial.
Se você ensina programação e também acredita que precisamos repensar a forma como avaliamos programação, quero convidá-lo.
Quero testar o Dalivim com minha turma
O plano para professores custará R$ 49 por mês, com até cinco turmas e sem limite de alunos. Não importa se sua turma tem 10, 40 ou 100 estudantes: você poderá usar a plataforma com todos eles.
Mas, durante esta fase inicial, quero fazer uma proposta diferente.
Você poderá usar o Dalivim gratuitamente durante este semestre, com uma turma real e sem compromisso de contratação.
Em troca, quero ouvir sua experiência: onde a ferramenta ajuda, onde atrapalha, o que funciona em sala de aula e o que ainda precisa ser melhorado.
E, caso o Dalivim faça sentido para você depois desse período, seu plano ficará por R$ 29 por mês, como preço de fundador, para sempre.
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Fonte: https://dalivim.com.br/