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Como roubar na carreira e crescer muito mais rápido

Se você tem 30 anos ou mais, com certeza viveu a era do Playstation 1. Esse console revolucionou a indústria de games e marcou a minha infância e juventude.

Existia um acessório para esse videogame chamado gameshark. Ao jogar com ele, você tinha acesso a condições absurdas, como vidas infinitas ou superpoderes capazes de tornar seu personagem indestrutível.

Obviamente, o uso do Gameshark é considerado trapaça. Na linguagem popular da época, quem jogava usando gameshark estaria "roubando".

Por que estou te contando tudo isso? Por que existe uma forma de você "roubar" na sua carreira que te permite acessar altos salários, projetos desafiadores e um networking de altíssima qualidade.

Quer saber que forma é essa? Então leia a primeira edição de 2024 da Newsletter do Moa!

Um hack de carreira muito subestimado

"Produzir conteúdo online é um dos maiores hacks de carreira e ainda é muito pouco compreendido pelas pessoas."

Li essa frase em uma das edições da Sunday Drops, uma newsletter (muito boa) produzida pelo Lucas Abreu. Ele resumiu, de forma perfeita, o que eu penso sobre criação de conteúdo.

Ano passado, tomando uma cerveja com o meu amigo Fernando Freitas, ele comentou a mesma coisa comigo. Disse que seu trabalho e sua carreira melhoraram de forma significativa depois que começou a produzir conteúdo.

Eu diria que produzir conteúdo é "roubar" na carreira.

Por muita sorte na vida, uma das coisas que mais gosto de fazer é me expressar. Quem me conhece sabe o quanto eu falo.

Aliás, veja só que engraçado: eu gosto tanto de falar que eu, literalmente, pago para poder falar com uma psicanalista durante uma hora toda semana.

A primeira vez que comecei a produzir conteúdo de forma consistente foi lá em 2019, produzindo vídeos para o Youtube. Foram mais de 50 vídeos produzidos durante cerca de um ano e meio de trabalho semanal (contei mais sobre isso na edição #29).

O objetivo era construir autoridade para vender serviços de desenvolvimento de software. Durante um tempo eu acreditei que nunca consegui atingir esse objetivo, afinal, eu nunca soube de nenhum cliente que tenha me conhecido através do Youtube.

Hoje eu vejo que eu consegui, sim, conquistar clientes através daqueles vídeos. Mas, de fato, foi de um jeito diferente de como eu imaginava que seria. Nenhum vídeo meu viralizou e acredito que nenhum cliente tenha me visto pela primeira vez através dos vídeos.

Mas aqueles vídeos, com certeza, consolidaram uma boa imagem perante a alguns prospects. Sei disso pois me lembro de pelo menos dois clientes comentando sobre algum vídeo meu.

Como eu disse, não foi do jeito que eu imaginava, mas, sim: a produção de conteúdo online já estava me ajudando lá em meados de 2019. O "hack" estava funcionando.

Durante esse período produzindo vídeos para o Youtube, algumas pessoas muito interessantes se manifestaram positivamente em relação ao que eu postava. Pessoas, inclusive, que eu nunca nem imaginei que se interessaram em assistir algum conteúdo meu, quanto mais gostar. Foi uma surpresa super positiva.

Uma dessas pessoas interessantes foi o Rodrigo Lopes.

Eu e o Rodrigo estudamos no mesmo colégio. Apesar dessa coincidência, éramos de turmas muito distantes. O Rodrigo é pelo menos 5 anos mais velho que eu. Devido a essa distância de idade, nós não convivemos na época da escola.

Outra coincidência: depois de adulto, comecei a treinar Crossfit e encontrei o Felipe, irmão do Rodrigo, treinando no mesmo box que eu. Durante os papos descontraídos pós-treino, vez ou outra o Felipe comentava sobre o Rodrigo. Dizia que tinha fundado uma startup e era responsável pela tecnologia.

Nessa época, esse era o máximo de proximidade que eu tinha com o Rodrigo. Eu lembrava, vagamente, que ele existia. Ele, provavelmente, nem isso lembrava de mim... até o momento em que comecei a postar vídeos no Youtube.

Em algum momento de 2020 ele me chamou no inbox, disse que estava gostando dos meus vídeos e me chamou para bater um papo.

Durante o papo, ele comentou comigo que tinha muita vontade de começar a produzir conteúdo, mas não sabia como começar. Eu dei umas dicas para ele sobre onde eu consumia conhecimento sobre o assunto, mas o papo não foi muito além disso.

O tempo foi passando e a loucura que é o dia a dia de uma startup acabou impedindo o Rodrigo de priorizar a produção de conteúdo. Mas o interesse estava lá e a gente conversava esporadicamente sobre o assunto.

Paralelo a isso, a vida foi acontecendo. Em 2022, depois de 2 anos tentando atingir nossos objetivos na DevPro, nós tivemos um revés que nos fez repensar nossa trajetória. Será que valia a pena continuar insistindo no projeto?

Como disse, eu gosto muito de falar. Gosto mais ainda de falar sobre meus problemas para pessoas relevantes e pedir aconselhamentos. Há tempos entendo o poder de ser aconselhado por pessoas boas no que fazem. Então, chamei o Rodrigo para um almoço.

O papo desse almoço foi um divisor de águas na minha vida. Com a ajuda do Rodrigo, eu consegui perceber falhas estruturais no meu modo de pensar e, consequentemente, nas ações que estava tomando na minha carreira e na minha vida.

Com certeza esse papo foi uma das sementes para que o Tintim nascesse. O nosso rápido crescimento teve muita colaboração, mesmo que indireta, desse papo e dos outros papos que tive com o Rodrigo ao longo da jornada.

O Rodrigo viu que eu estava afim de melhorar e crescer e, num ato de generosidade, aceitou me mentorar, mesmo que informalmente.

Como é ter como mentor o fundador da maior legaltech do país

A Docket, empresa criada pelo Rodrigo e seus sócios, se tornou um monstro. Os caras empregam cerca de 300 pessoas, já levantaram mais de R$ 150M de investimento e já contribuíram na liberação de mais de R$ 50B de crédito. Tudo isso em menos de 8 anos de trajetória.

O Rodrigo é o responsável pela tecnologia e produto. Em resumo, ele comanda o time que faz tudo isso acontecer. Imagina o quão valioso é ter uma pessoa desse calibre te aconselhando?

Depois daquele almoço em 2022, a gente manteve uma frequência de um papo a cada 3-4 meses. Essa distância entre os almoços acontecia pois a agenda de alguém que toca a tecnologia de uma startup do calibre da Docket é bem apertada.

Mesmo com espaços tão grandes entre esses encontros, o valor que essas mentorias geravam na minha carreira eram absurdos. O Rodrigo é um cara muito bom tecnicamente. Mas, é melhor ainda quando o assunto é mentalidade.

Naquele primeiro almoço de 2022 o Rodrigo mostrou pra mim que a ajustar a mentalidade é um dos pilares fundamentais para qualquer empreendedor.

Em outra ocasião, comendo um lanche no Dizzy (recomendo), ele me fez enxergar o quanto eu poderia ser mais ambicioso. O quanto o meu pensamento estava limitado e, consequentemente, o quanto a minha forma de pensar brecava o meu crescimento.

Cada vez que a gente saía para bater um papo, eu voltava com a cabeça revigorada e cheio de motivação.

Agora… se com 3-4 papos por ano, o avanço foi gigante, imagina se eu pudesse ter uma mentoria semanal com o cara.

Foi exatamente essa ideia que me ocorreu quando ele, depois de 3 anos enrolando em cima desse assunto, veio me dizer que estava com vontade tirar aquele projeto antigo do papel e começar a produzir conteúdo.

Nessa época eu estava devorando todos os episódios do ótimo podcast Startups N Downs. Nele, o Ricardo Corrêa, fundador da Ramper, faz dupla com o César Bertini, empreendedor das antigas e atual conselheiro de empresas e investidor de startups. O assunto, obviamente, é empreendedorismo com tecnologia.

Toda semana eles vêm com um novo episódio tratando de um assunto que seja relacionado a startupismo. Diante do assunto eles compartilham tanto boas práticas quanto histórias pessoais que possam contribuir com o tema.

Esse é o grande barato desse podcast: ter acesso a visões de pessoas que estão em diferentes cadeiras nessa dinâmica do empreendedorismo. De um lado, o investidor, de outro o empreendedor.

Quando o Rodrigo falou pra mim que finalmente queria produzir conteúdo, na hora pensei: por que não modelar os caras? Imagina que legal: a gente pega um tema relacionado a empreendedorismo com tecnologia e destrincha esse tema sob duas óticas distintas.

De um lado, temos a ótica do empreendedor que já levantou R$ 150M de investimento e toca uma empresa com 300 pessoas. Do outro, a do empreendedor que ainda não levantou um real e toca uma empresa com apenas 10 pessoas.

Era a solução perfeita para todo mundo. O Rodrigo começa, finalmente, a produzir conteúdo. O nosso ouvinte tem acesso a um conteúdo de ótima qualidade. De quebra, eu ainda "hackearia" o sistema e teria uma mentoria semanal com o Rodrigo. Not bad.

Podcast De/Para

Se você é programador, você com certeza sabe o que é um de/para. Diante desse ótimo nome sugerido pelo Rodrigo, nasceu o nosso podcast.

O De/Para é o podcast para quem quer evoluir de programador para empreendedor. A ideia é simples: ajudar profissionais de tecnologia a entender melhor como funciona esse mundo do empreendedorismo com tecnologia.

Em cada episódio discutiremos sobre um tema relacionado a empreendedorismo com tecnologia. E o melhor: com a visão de duas pessoas em momentos distintos da jornada.

O público-alvo que queremos atingir é muito parecido com o público alvo desta newsletter: pessoas que possuem background técnico, ou alguma relação com tecnologia, e pretendem desenvolver uma visão mais estratégica em relação ao empreendedorismo.

A primeira temporada está praticamente toda produzida. Fizemos um MVP (se você não sabe o que é MVP, ouça o podcast hehe). Por ser um MVP, não está perfeito. Tivemos alguns problemas com áudio, com iluminação, com edição… Claro, nada que impeça o consumo do conteúdo. Mas está longe da perfeição. E é para ser assim mesmo.

A ideia foi deixar o perfeccionismo de lado e agir. Quem tem que dizer o que está bom é você, meu futuro ouvinte. Para isso, é preciso produzir. E foi o que a gente fez.

Os temas serão bem parecidos com o que você vê por aqui. Tem episódio sobre fundamentos. Tem episódio sobre conceitos mais técnicos. Tem episódio com temas mais filosóficos. Tem de tudo!

No episódio piloto, que está sendo lançado oficialmente nesta edição da Newsletter, a gente contou um pouco da nossa trajetória e das nossas motivações com esse projeto. Ficou super legal.

>> Toque aqui para ouvir o episódio piloto.

O link acima leva para o Spotify. Se você quiser ouvir em outra plataforma, acesse nosso site.

Ouve aí e me diz o que você acha. Gravar essa primeira temporada foi muito prazeroso. Imagino que, para você, ouvir também será!


✉️ Esta foi mais uma edição da Newsletter do Moa!

💪🏻 O meu objetivo com essa newsletter é ajudar profissionais de tecnologia que desejam desenvolver uma visão mais estratégica.

Além disso, pretendo também compartilhar outras coisas, como um pouco dos bastidores da construção de um negócio SaaS, as minhas opiniões e meus aprendizados. A ideia geral é ser uma documentação pública e estruturada dos meus pensamentos e aprendizados ao longo dos anos.

Portanto, se você se interessa por soft-skill, desenvolvimento pessoal, empreendedorismo e opiniões relativamente polêmicas, sugiro que você se inscreva para receber as próximas edições. ⬇️

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Eu não sei se é subestiamdo, na verdade tenho a impressão oposta, que é superestimado. Esses dias mesmo vi aqui no TabNews um comentário que para arrumar uma boa vaga de emprego é obrigatorio produzir conteúdo e ter presença na Internet, obviamente é uma mentira. Os melhores programadores que eu conheço não produzem contéudo, e pode ter certeza que eles podem arrumar emprego em qualquer lugar num estalar de dedos.

Parabéns pela mentoria, esse sim é o verdadeiro 'hack subestimado' para acelerar qualquer carreira. (Não os cursos/palestras/seminarios travestidos de mentoria, mas essa, a verdadeira mentoria, construida pela admiração e comprometimento mútuo)

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para arrumar uma boa vaga de emprego é obrigatorio produzir conteúdo e ter presença na Internet

Longe de ser obrigatório. Mas, com certeza, se você produzir conteúdo de qualidade isso vai ajudar MUITO na sua carreira. O texto é sobre isso.

Parabéns pela mentoria, esse sim é o verdadeiro 'hack subestimado' para acelerar qualquer carreira.

Ninguém consegue nada sozinho na vida. É clichê, mas é real: "se quiser ir rápido, vá sozinho. Se quiser ir longe, vá acompanhado."

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Sim, produzir conteúdo de qualidade pode realmente ser um fator significativo no avanço da carreira. Isso abre portas ao demonstrar sua conhecimento e habilidades, ajudando a construir uma reputação. No entanto, não é uma solução que serve para todos é preciso de muitas outras habilidades. O mais importante é que requer uma quantidade substancial de esforço e dedicação. Este mesmo trabalho pode ser mais bem aplicado em outros 'hacks' para o sucesso rápido: como contribuir para projetos significativamente open-source relevante ou ter artigos científicos publicados.

Mas, sem dúvidas o aspecto mais crítico do crescimento na carreira é encontrar um mentor que acredite no seu potencial, alguém que o veja como a pessoa certa para levar adiante seu legado e alcançar o que eles não conseguiram. Um mentor oferece orientação, apoio e as ferramentas necessárias para se destacar. Se você investir esforço e paixão no que faz, eventualmente encontrará alguém que reconheça seu potencial e ajude a desbloquear novas oportunidades. Seja criando conteúdo ou fazendo ou outra coisa.

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30 anos ou mais, com certeza viveu a era do Playstation 1

Não, eu sei que existe, mas já tinha passado da minha época, os poucos jogos que ainda me interessavam estavam no PC. Pode ser até que eu gostasse, mas nunca fui atrás :D

Vamos lá.

Você sempre posta bons textos e ajuda muita gente. Mas tem casos que eu imagino que algumas pessoas podem não entender totalmente, até porque ficará muito longo e chato se tiver que explicar cada detalhe. E nem dá para explicar todas as confusões que as pessoas fazem.

Eu já falei isso aqui, não me lembro embaixo da postagem de quem, mas criar conteúdo é ótimo para alavancar carreiras, desde que a pessoa saiba o que está fazendo. Ninguém é obrigado a produzir provas contra si. E vejo muito, mas muito mesmo, pessoas produzindo provas contra si na internet. Na verdade, por que não todos? Eu mesmo faço isso. A questão é a proporção. E o objetivo, já que o que eu mostro que pode não ser bom para alguns, é bom para quem eu quero que seja. Acho até bom que eu espante quem eu quero distância. Claro que você não consegue ser cirúrgico nisso. Mas algumas pessoas basicamente só produzem provas contra. Por isso eu parei de indicar para as pessoas criarem conteúdo na internet. Quem pode produzir coisa boa sabe se virar com isso, quem não sabe quase invariavelmente produzirá provas contra. Obviamente que um incentivo pode ser útil. Minha sugestão é focar em como a pessoa ser positiva nisso.

Eu não me expresso bem, por uma série de razões que não vem ao caso agora, mas achei o momento ideal para desenvolver a ideia. Mas não sou trágico porque tive sorte de ter boa escola. E eu nem tenho tempo para gastar e revisar muito, organizar, até porque não é algo que faço para durar, só estou respondendo pessoas, então pode até ter erros. E não acho que alguém deva ser impedido de se expressar, só acho que a pessoa deve se cuidar, tudo que se faz tem uma consequência, eu sei das minhas, sei que coleciono haters, mas em geral são os certos. Por exemplo, agora comecei usar o Reddit, lá arrumo mais haters que lovers, o que é inédito pra mim, mas tenho orgulho disso, lá é assim, infelizmente. Não vou durar muito tempo. Por isso digo a todos para escolher quem vocês ouvem. Eu não ligo se vão achar chato. Mas vou ter que mudar isso, um dia virarei marketeiro :D Sempre falarei muito porque isso é da minha personalidade.

Vou aproveitar a oportunidade que vou criar conteúdo de forma mais consistente, mas não é para vender nada :D Muita gente não acredita nisso. O máximo que pode ser que eu faça é um livro, mas mesmo assim a chance é bem pequena, tenho o desejo, mas não acho que terei o tempo necessário, até porque livro é coisa séria e eu demoraria muito. Livro raramente dá dinheiro.
Eu adoro poder ser aconselhado por pessoas experientes. E que podem se beneficiar da minha experiência de alguma forma. Não importa quem. Eu tive sorte de ter acesso a pessoas com uma capacidade inacreditável que me ajudam muito e que me ouvem (sei lá se pra jogar na privada depois :D). Esse tipo de coisa é muito importante.

Eu ainda não sei se assistir, porque farei um canal e não quero ser influenciado, mas ao mesmo tempo o formato talvez não seja o caso de atrapalhar, vamos ver. De qualquer forma para frente certamente verei, porque depois de achar meu formato não acho que será problema ver o conteúdo de outras pessoas. E o Moacir já está convidado se quiser participar. Não será podcast, mas em alguns vídeos terá participação de pessoas de forma muito parecida.

Observou? Faz sentido para você?

Espero ter ajudado. Em geral estou à disposição na plataforma (sem abusos :D)


Farei algo que muitos pedem para aprender a programar corretamente, gratuitamente. Para saber quando, me segue nas suas plataformas preferidas. Quase não as uso, não terá infindas notificações (links aqui).

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criar conteúdo é ótimo para alavancar carreiras, desde que a pessoa saiba o que está fazendo

Exatamente. Se a pessoa sai falando sobre algo que não conhece direito, são grandes as chances de falar besteira. E aí o tiro sai pela culatra, já que isso pode depor contra a pessoa (um exemplo recente, da próxima vez que me indicarem algo do link indicado ali, vou desconfiar e ficar com o pé atrás).

Infelizmente, mesmo assim sabemos que em vários casos "funciona", vide a quantidade de influencers picaretas que mesmo despejando bobagens, conseguem visibilidade e milhares de seguidores. Muitos sabem que as pessoas não querem exatamente "a verdade" ou o conteúdo mais correto (só precisa parecer que faz sentido) e se aproveitam disso. Mas acho que o texto não está se referindo a esses, né?

Enfim, eu não gosto dessa coisa de que todo mundo tem que produzir conteúdo. Nem todo mundo deveria, pra ser sincero. Pelo menos não sem o mínimo de preparação, e o problema é justamente esse: a maioria não parece que buscou esse mínimo antes de produzir algo.

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Vixi, se for mostrar exemplos... Quase todos dias aqui, quase todas as horas no Reddit, no X, e muitos lugares.

E as pessoas não ligam muito, ainda mais se for anônimo, porque o mundo é grande e ela acha que não vai afetar nada. Se tiver o nome dela, pode ser que um processo de seleção identificque isso, e ela não percebe.

influencers picaretas

Isso não é pleonasmo?

Veja bem, é diferente da pessoa que tem conteúdo real, divulga isso e por acaso acaba influenciando algumas pessoas. Estou falando das pessoas que só fazem isso para ganhar dinheiro, poder ou seja lá o que for, ele faz para se dar bem, mesmo que prejudique que gosta daquilo. Embora aí caímos no

SÓ EXISTE INFLUENCER PORQUE TEM IDIOTER

citam como fonte o Boris Basol, mas nem sei se é verdade. E a variação disso fala que tem milhões de idiotas, provavelmente bilhões, porque provavavelmente já tem milhões de influenciadores em vários níveis.

Eu tenho que tomar cuidado com isso. O idiota me incomoda muito, me tira do sério mesmo (idiota é a junção do ignorante com o arrogante, isoladas essas duas não são um problema, todos somos um pouco), e eu sei que em alguns momentos eu acabaei sendo um. Mas não nos momentos que um idiota acha que eu fui. E tenho que tomar cuidado porque crio conteúdo, bem sem querer, nunca foi minha intenção, e só agora comecei fazer isso de forma mais consciente, e vou aumentar muito isso, mas ainda sem muita estratégia para agradar, ou só pensando no engajamento (um pouco tem que pensar), eu nunca vou fazer algo que não seja o que eu penso, ou que eu sei que prejudica as pessoas para meu benefício. Qualquer coisa que pareça assim será deslize.

Vou me sentir ofendido o dia que me chamarem de influencer. No máximo eu serei criador de conteúdo profissional, até porque gosto disso mesmo, até se não gerar 1 centavo (só preciso ver como fazer e não morrer de fome, mas aí não serei profissional), e faço isso há 10 anos, 15 em certo critério, no Stack Overflow. Eu não recebi nem umas moedinhas do US$1.8B que o SO foi vendido.

E eu sei que eu provavelmente não terei muito sucesso, porque a verdade dói.

Também sei que vou errar, vou passar do ponto, porque eu arrisco. Mas eu sei ouvir quem tem algo relevante para dizer. Até fico chateado quando alguém vê erro meu e não fala, com respeito, claro.

O ChatGPT será o maior influenciador de todos, né? Ele é cada dia mais programado para agradar e não para informar de forma ampla, e produzir inovação, possibilidades de novos pensamentos e questionamentos. Ele só não vai tomar conta desse mercado porque para influenciar precisa de carisma. O ChatGPT pode emular um pouco, mas soará bem falso.

Eu comecei analisar mais as redes ultimamente, e minha conclusão foi que a maioria, apesar de ter direito, deveria produzir algo bem restrito, só para familiares e amigos próximos. Falo de qualquer conteúdo. Não ser público, inclusive porque liberta para a pessoa ser ela mesma. Hoje publicamente ninguém pode, até quem diz que é, já está emulando o que esperam dela, as bolhas vão moldando as pessoas. Idealmente só quem estuda algo e se dedica deveria criar conteúdo público, e deveria atrair mais gente que tem muito conteúdo mas não tem condiçoes de embalar bem. Os podcasts estão sendo um pouco oportunidade para isso, alguns levam passoas muito relevantes que não produzem conteúdo por conta própria. E também levam que só faz estupide zna frenet das câmeras (não estou falando de humor, que eu adoro).

Eu sei que são palavras duras e a nova geração não gosta muito disso, mas é o que eu tenho a oferecer, quem não gosta, paciência, ela será o que deseja, eu acho que ela pagará um preço alto por ser assim. E quem já está atingindo certa idade assim, provavelmente não tem mais o que fazer.

Obrigado por dar a oportunidade de falar mais isso. E para encerrar vou dar a oportunidade das pessoas fazerem uma busca, eu nem vou dificultar, quase vou entregar o que o Umberto Eco fala sobre internet e idiotas.

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Vou me sentir ofendido o dia que me chamarem de influencer.

mas se você influencia as pessoas nas plataformas digitais, você não é por denfinição, um digital influencer?

Quando crescer quero ser um influencer supimpa igual você maniero!

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Eu acho que tem que definir melho isso aí. Uma coisa é você ensinar coisas comprovadas paras as pessoas, outra é ficar enforcando as pessoas que te adoram. O segundo só existe para influenciar, sem isso a pessoa ia fazer outra cosia da vida, e seus seguidores são idioters.

Eu nem acho que sou professor, talvez os professores ficaram ofendidos se alguém me incluir entre eles (embora boa parte que tem o título oficialmente não vale o que come, mesmo que tenh uma boa desculpa para isso), mas eu aceitaria o título. Professor digital?

Quer achar outro termo melhor? Ok. Mas influencer pra mim é ofensa, como é para um professor. Ou para os pais, ou autor de um livro.

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Não acho que deveria ter necessariamente uma conotação pejorativa, por causa dos picaretas (que são apenas influercers, e fazem disso um negócio), mas não, não é acho que seja pleonasmo. Qualquer grande profissional é um inflenciador, assim como os seres humanos excepcioanis no geral.

Influenciador é quem influencia, muito simples. Um pai e um autor de livro com certeza são influenciadores. Em certo grau todos somos. Influenciador digital é quem influencia os outros através das Internet. Você é um grande influencidor digital, considerando sua posição na comunidade online de TI brasileira, e isso é um fato, goste ou não, queira ou não =)

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Então vamos discordar fortemente. O termo foi criado para designar algo específico, antes não precisava do termo para o pai ou autor do livro, entre outros.

Minha mãe é programadora porque ela programava vídeo-cassete e agora programa o jantar.

Se todo mundo é alguma coisa, não precisa do termo. Ele é usado por todos (ou quase, como estamos vendo) para uma profissão com características específicas. Dá para discordar de algumas coisas que eu penso, como por exemplo o pleonasmo, que apesar de ser uma brincadeira, é uma forma de dizer que quase vira uma característica prevalente.

Eu entendo que está usando o termo para dizer outra coisa, mas eu ainda prefiro não ser confundido para quem não tem todo o contexto e ser só um criador de conteúdo, um colaborador na internet (e fora dela) para alavancar carreiras de forma técnica prioritariamente (ultimamente andou tendo que ser meio mentor, quase (anti)coach).

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Eu entendo a sua preocupação e ela realmente faz sentido.

Se estamos falando de conteúdo educacional, sem dúvidas é preciso ter critério e preocupação com qualidade.

Mas a produção de conteúdo não se trata somente de educação. Existem diversos tipos de conteúdos que podem ser produzidos, inclusive por iniciante.

Documentar sua jornada é uma forma de produzir conteúdo. No TikTok está cheio de gente fazendo isso. A jornada ao primeiro emprego, a jornada de estudos, enfim...

Emitir opinião também é produzir conteúdo. Fazer uma análise, elaborar uma crítica.

Isso que estamos fazendo aqui nào deixa de ser produção de conteúdo.

Até criação de memes é produção de conteúdo.

De novo: o conteúdo tem que ser de qualidade. Meu ponto é que qualquer pessoa, em qualquer nível de conhecimento, com qualquer tipo de experiência, pode ser capaz de produzir conteúdo de qualidade.

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Mas quem define o que é um conteúdo de qualidade?

Por exemplo - só pra sair do "educacional" - um influencer fitness que sugere dietas malucas que até fazem a pessoa emagrecer, mas de uma forma que detona a saúde, é o que?

Vai ter fãs dizendo que é bom porque "funciona" (perde peso), mesmo que hajam evidências científicas de que faz mal. Ou seja, pra um grupo pode ter qualidade, pra outro não (nesse caso específico eu acho irresponsável e em muitos casos até criminoso).


Enfim, entendo o seu ponto de vista, mas acho que vc está sendo muito idealista. Não acredito que todo mundo consegue produzir algo de qualidade, e a Internet está lotada de exemplos que reforçam minha opinião.

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Pior, naquele momento não tem evidências que faz mal, só depois elas virão. Porque a ciência é lenta, a "influenciação" não é. É a distribuição de fake news que eu sempre falo que todo mundo comete, até eu, mas que é preciso cuidado, e não pode ser de propósito.

A gente está vendo demais gente salafrária se dando bem e isso por si só ensina algo bem ruim para todos. O ídolos estão passando a ser quem é o bandido. E geralmente essas pessoas mal intencioadas ganha bem para ter advogado orientado até onde pode ir para ter escapatório porque a lei é ruim e dá pra triscar a linha sem ser punido.

Claro que o intencional é mais grave que o voluntarista, porém, o segundo tende acontecer bem mais, e e na soma pode causar até mais problema. Obviamente eu aceito melhor esse tipo de influência ruim, mas eu tenho que fazer a crítica, aproveita quem quer. Espero que as pessoas postem seus conteúdos com cuidado e semrpe deixe a porta aberta para críticas e deixando muito clar oque ela não é uma pessoa experiente e seria bom consultar outras fontes, o que não sei se é suficiente, mas já mostra boa vontade da pessoa.

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