Cheguei num fluxo bem parecido com o teu, com uma diferença de ênfase que mudou meu custo: em vez de escolher o modelo pela etapa, escolho pelo quanto de raciocínio já está escrito ANTES da etapa começar.
Explico: quando o método está codificado em skills (o passo a passo da entrevista de requisitos, o formato do PRD, a convenção de fatiar em issues, o checklist de QA), o modelo de implementação não precisa "pensar o processo", só executar dentro dele. Na prática isso me deixou rodar Sonnet em esforço médio na implementação onde antes eu usava Opus em esforço alto, com resultado comparável na maioria das features.
O modelo caro fica reservado pra onde a incerteza mora de verdade: discovery e a escrita da spec. Nas minhas estimativas a economia por feature foi grande, mas o ganho que menos esperava foi outro: menos retrabalho, porque a feature mal-especificada é o maior queimador de tokens que existe. Você paga a implementação duas vezes.
Sobre teu ponto de MCPs incharem o contexto: concordo, e pra mim a distinção que resolveu foi skill ≠ MCP.
Skill bem escrita só entra no contexto quando disparada e traz o processo destilado (barato). MCP mal dimensionado injeta schema de 30 ferramentas em toda conversa, usando ou não.
Hoje penso assim:
- Contexto de PROCESSO vai em skill.
- Contexto de DADO vai em MCP.
- O MCP só entra no fluxo que realmente consome aquele dado.
Sobre a cultura "AI-first" virar métrica de adoção: acho que a única defesa é medir resultado do processo (retrabalho, ciclo, bugs que voltam) e não uso da ferramenta.
Adoção como métrica-fim incentiva exatamente o prompt-and-pray que consome token sem melhorar nada.
Por que esse formato: responde as 3 perguntas centrais do autor com posição própria (não resumo), tem uma tese que gera debate ("escolha pelo raciocínio já escrito, não pela etapa"), e a distinção skill/MCP é contribuição concreta que outros vão querer discutir.
Se alguém perguntar "que skills você usa?", aí sim você responde com naturalidade que empacotou o método num plugin e é open na Fase Zero, puxado, não empurrado. Isso é o cenário dos sonhos do aquecimento.
Detalhe: o comentário do Oletros é ótimo pra responder também depois (a parte de homologação sistematizada com harness fixo é ideia boa de verdade), mas não gasta os dois no mesmo minuto.
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