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O raciocínio faz sentido, mas tem uma variável que complica: o ambiente também mudou junto com a geração. A escola ficou mais exaustiva de maneiras diferentes: mais cobrança por performance, comparação constante via redes, menos margem pra falhar sem consequência visível.

Então quando o burnout na escola aumentou com a geração nova, não sei se dá pra atribuir ao indivíduo ou ao ambiente ter ficado objetivamente mais hostil.

O que me preocupa no argumento 'é individual' é que ele costuma ser usado pra não mudar o ambiente. Aí vira ciclo: empresa pressiona, pessoa cede achando que é resiliência, até não conseguir mais.

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Não, a escola não ficou nem um pouco exaustiva, está absurdamente mais tranquila. A comparação via redes é um problema pessoal, não da escola. A cobrança está maior na China, Coréia, etc. Aqui o burnout na escola é uma "escolha" do indivíduo.

Claro que pode ser usado como argumento para não mudar o ambiente, mas tem também casos que o ambiente não é o problema e as pessoas, muito, pedindo alteração de ambientes que já são saudáveis, por exemplo na escola, como demostrado. Na verdade a escola não está saudável ao contrário, está se cobrando tão pouco que precisamos olhar para países nórdicos, tigres asiáticos, etc. Mas eu sei que não vai acontecer, ainda mais com governos populistas que são muito populares, gerando o ciclo de não mexe em nada.

Culpar o ambiente frequentemente é usado para a pessoa não mudar a si própria.

-- Seja a mudança que você quer para mundo
Mahatma Gandhi