O raciocínio faz sentido, mas tem uma variável que complica: o ambiente também mudou junto com a geração. A escola ficou mais exaustiva de maneiras diferentes: mais cobrança por performance, comparação constante via redes, menos margem pra falhar sem consequência visível.
Então quando o burnout na escola aumentou com a geração nova, não sei se dá pra atribuir ao indivíduo ou ao ambiente ter ficado objetivamente mais hostil.
O que me preocupa no argumento 'é individual' é que ele costuma ser usado pra não mudar o ambiente. Aí vira ciclo: empresa pressiona, pessoa cede achando que é resiliência, até não conseguir mais.